domingo, 6 de maio de 2007

Flamengo , na final com Botafogo


Hoje é dia de sofrimento pra mim, por causa desse jogo.

Eu, que sou tricolor, serei obrigado a ouvir esse jogo por que o meu filho Gu, único flamenguista na família, vem passar o domingo na sua casa paterna. Ele estará vendo o jogo na sala de TV; eu, no meu escritório, contíguo à mesma, grudado no PC, editando sei lá o quê, ligado também na TV, porém no Discovery Chanel, com a tela reduzida. Quando houver gol, saberei pelo grito de "- Gooooooool!" dele. Se for contra o Flamengo, sairá um belo “- Filho-da-puuuuuta!”. Aí, em ambos os casos, mudo de canal na velocidade da luz, maximizo a tela e passo pra Globo, mas só pra ver o lance!

Tomara que o Flamengo ganhe, pra felicidade do meu filho e também do Fernando Cals, amigo virtual recentemente capturado nas minhas tarrafadas na Internet e que tem um blog muito legal, cujo site já indiquei e volto a indicar aqui e que é uma recomendação permanente minha. Não é à toa que ele consta como um dos preferidos no meu blog e de onde afano, vez ou outra, fotos e matérias que me agradam e que de outra forma não saberia onde encontrar.

Se eu pudesse, se o meu blog fosse impessoal, não marcado pela minha personalidade, eu copiaria todo o blog dele, MENAS os posts sobre o Flamengo, claro!

O meu blog está igualmente indicado no blog dele, para gáudio e honra deste filho de Resende, A Princesinha do Vale.

Infelizmente, obedeço não aos meus impulsos, simplesmente, mas à 2ª Lei da Internet que diz: pegue o que quiser, publique o que quiser. Nunca prevarico, entretanto, de mencionar a fonte de onde bebi ou bebo, e aqui faço uma alusão à parte do texto de uma mensagem que recebi por obra e graça de outro amigo virtual, lá de Piracicaba, o Edison Piazza, intitulada “Gosto de Gente”, de autor desconhecido, que sintetiza um traço da minha formação moral, onde lemos:

E como a minha tarrafa é grande, basta saber jogá-la aonde estão os peixes graúdos! O meu palpite pro jogo é Flamengo 4 x 1 Botafogo, sendo o 1º gol do jogo realizado aos 4 minutos do 1° tempo, pelo Botafogo, só pra enchouriçar os flamenguistas.

I bibida prus músicus!

PS: 19:15 hs

Errei no resultado, com Flamengo 2 x 2 Botafogo mas, nos penaltis, o Mengão, como dizem os flamenguistas, foi campeão. Graças ao Bruno e ao penalti roubado do Dodô

I bibida prus músicus a noite inteira por que a cidade toda está no maior auê, completamente envolvida por gritos histéricos! Tem que chamar a polícia senão ninguém dorme hoje!

E pensar que por uns dois dias não posso me atrever a sair na rua!

sexta-feira, 4 de maio de 2007

Q u a s e

Na vida nada acontece por acaso. O que você faz hoje, pode fazer a diferença em sua vida.
Luiz Fernando Veríssimo
Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um "quase". É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata, trazendo tudo o que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga; quem quase passou ainda estuda; quem quase morreu está vivo; quem quase amou, não amou.
Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que perdemos por medo, nas idéias que nunca sairam do papel - por essa maldita mania de viver no outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna. Ou melhor, não me pergunto, testo! A resposta eu sei de cor: está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom Dia" quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até de ser feliz.
A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, para sentir o nada. Mas, não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si. Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance para as coisas que não podem ser mudadas; resta-nos somente paciência. Porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Para os erros há perdão; para os fracassos, chances; para os amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.
Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando, porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu!
I bibida prus músicus!

Para você dormir tranqüilo por muito tempo

Apesar do tamanho da hidrelétrica de Três Gargantas, na China, que está em obras, Itaipu continuará sendo, por muitos anos, a maior hidrelétrica do mundo em produção de energia.

Itaipu já superou a marca de 93,4 bilhões de kWh/ano, enquanto que a previsão para Três Gargantas é de produzir 84 bilhões de kWh/ano com suas 26 máquinas de 680 mW cada - 20 mW a menos do que as máquinas de Itaipu, que têm 700 mW cada.

Embora com potência instalada menor do que Três Gargantas e com oito unidades geradoras a menos, Itaipu tem um rendimento maior do que o especificado no projeto da hidrelétrica chinesa.

E esse recorde só será mantido porque a natureza está do nosso lado. A vazão do rio Paraná é mais estável do que a do Rio Yang-tse, onde Três Gargantas está sendo construída. E as águas do Rio Paraná são reguladas pelas dezenas de usinas que existem acima de Itaipu.

Da série Porque me ufano do que mesmo?, da coleção do blog Pouco ou Quase Nada.

I bibida prus músicus!

terça-feira, 1 de maio de 2007

Jô Soares x Marcelo Crivella

No programa de hoje, creio que o Jô vacilou de maneira notável, por que não estava, não foi ou não é preparado para enfrentar o embate com um político experiente e mestre na oratória que, numa de suas facetas mais espetaculares, ela, a oratória, oferece condições para que se domine a conversa com argumentos sólidos e consistentes. Pra mim, ele perdeu feio para o Senador-Bispo Marcelo Crivella!
Pra quem não viu: semana passada, o Jô fez uma crítica ao projeto de lei de autoria do Senador, que modifica a Lei Federal de Incentivo à Cultura, a chamada Lei Rouanet, o que fez polidamente, como é do seu estilo, mas defendendo humildemente a sua sardinha – atores e diretores de teatro e os próprios teatros, obviamente. Não me lembro de tê-lo ouvido protegendo cantores, sanfoneiros, gaiteiros e outros profissionais semelhantes.

Ele não sabia, entretanto, que havia cutucado a onça com vara curta!

E hoje, em dois blocos, o entrevistado foi o próprio Marcelo Crivella, obrigado que deve ter sido o Jô por causa da lei do direito da resposta.

E o que se viu, segundo a minha opinião, foi um primeiro bloco de quase total constrangimento para o Jô, ao ser embrulhado ao gosto do e pelo Senador, que explicou que o seu projeto de lei incluía apenas a expressão “igrejas históricas” no Artigo 1°, Parágrafo III, Alínea a). Este aqui em baixo, ó:

° ° ° ° ° ° °
Art. 1º - Fica instituído o Programa Nacional de Apoio à Cultura - PRONAC, com a finalidade de captar e canalizar recursos para o setor de modo a:

III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante:

a) construção, formação, organização, manutenção, ampliação e equipamento de museus, bibliotecas, arquivos e outras organizações culturais, bem como de suas coleções e acervos;

° ° ° ° ° ° °


E a inclusão da expressão “igrejas históricas” é para ser entendida como apenas àquelas relativas às edificações centenárias, mesmo, desde o descobrimento do Brasil, incluindo-se – aqui o senador pisou na bola! – os primeiros prédios da Igreja Metodista, da Igreja Presbiteriana, da Igreja Batista... quem sabe mais qual? Maçonaria, Rosa Cruz e centros de macumba também? E a inclusão daquelas edificações na Lei Rouanet visa apenas às suas manutenções: telhados, paredes, muros...

O Jô não percebeu essa tropicada do Senador e ela passou batida.

Porém, pergunto: se o prédio da primeira Igreja Metodista, digamos, for incluída nessa lei, por que também não os de todas as outras igrejas que foram erigidos ao mesmo tempo ou antes do que esse, de todas as religiões, não o poderão ser? Seria uma baita discriminação.

Mas o Jô deixou num comentário o motivo das suas orelhas estarem de pé com a proposta do senador em ampliar dita lei, dizendo, quase que subjetivamente, algo como da contumaz mania e facilidade que os políticos têm de sempre descobrirem brechas, em qualquer lei, e daí arranjarem algum jeito de abocanhar a "sua" parte (palavras minhas, pois não me recordo integralmente da sua fala).

Pra reforçar o seu argumento, o Jô mandou passar no telão depoimentos do ator Paulo Guarnieri (?) e de Bibi Ferreira que, para não fugirem da regra, não querem que outros malandros tirem sardinha das suas redes.

Mas para saber o que compositores, cantores e seguramente atores e diretores de teatros andam fazendo com a tal lei, dêem uma lida na matéria deste post, intitulada Pode não sobrar talento, mas falta vergonha, que capturei no blog Pouco ou Quase Nada, muito bom, antes que me esqueça.

Você vai cair duro ao conhecer a mamata de alguns de nossos ídolos! E tudo com o nosso dinheiro!

Durante o primeiro bloco, segundo o meu pernóstico raciocínio, o que se viu foi o Jô tentando encurtar o tempo para que o sufoco a que estava sendo submetido terminasse logo e o senador Crivella embrulhando-o como o peixeiro na feira enrola com jornal o nosso peixinho.

Já no segundo bloco o Jô começou digressionando sobre a infância do entrevistado e uma outra proposta sobre homosexualismo e suas variáveis, sei lá, pela qual o Senador anda batalhando e que, mal iniciado esse bloco, mudei de canal. E é parte desse bloco que o Jô mandou colocar em vídeo. Do primeiro bloco, nada!

Concluindo: segundo a minha visão, o Jô é o capitão de um dos programas mais interessantes da televisão brasileira e dono de uma memória e cultura espetaculares; pode ser ótimo como escritor, entrevistador, humorista, tocador de tamboretes, maestro, conhecedor de jazz, blues e outros ritmos; pode ter um sofisticado guarda-roupas com mais de quinhentos ternos; pode ser conhecedor da Europa e de New York , que ele diz visitar todo ano mas, como debatedor, é uma bosta!
PS: Iniciei a edição deste post de manhã, procurei referências na Internet e fui a um monte de blogs e sites, inclusive o do Jô. Voltei agora nele - já são 22:00 horas - para conferir e a parte que eu queria ver – todo o 2° bloco da entrevista – não está mais lá!
I Bibida prus músicus!

segunda-feira, 30 de abril de 2007

Exame de Próstata

Um amigo meu, apelidado Carlão, que já era - Moleu! - e que deixou muitas saudades, não somente para mim e, estou seguro em afirmar, igualmente para as centenas de amigos que ele cativou e manteve aqui em Resende e no Rio de Janeiro, muito gozador quando em vida e sobre quem ainda vou escrever uma crônica saudosa e choramingosa para publicá-la neste espaço, me contou a seguinte historinha:

° ° ° ° ° ° °

“- Fui fazer exame de próstata, hoje de manhã. O urologista meteu o dedo sem preliminares e ainda me perguntou:

- Sente alguma coisa?

- Sinto que te amo...”

° ° ° ° ° ° °

Vou apresentar meu comentário sobre essa COISA MUITO SÉRIA PARA NÓS, HOMENS, que a levamos meio na gozação sempre que o assunto vem à baila, mas da qual temos um cagaço filho-da-puta, e, como já observaram, estou e vou utilizar umas palavras que guardo num saquinho de sal, com umas cem gramas do mesmo dentro, retiradas dele e colocadas aqui toda vez que o humor envolver o objetivo da crônica. Os mais puros que me desculpem, mas se eu não fizer assim me dá a impressão de que ficou sem graça.

O urologista a quem Carlão se referia foi meu colega de ginásio, aqui em Resende. Tem uns 2 metros de altura e a mão dele tem uma superfície equivalente a uma vez e meia à da minha, que tenho 1,75 m de altura. Daí dá pra se ter uma noção do seu dedo indicador – comprimento e grossura. Deve ter entrado rasgando tudo, já que ele enfiou o dedo, como o meu amigo disse, sem preliminares!

Não falei nada pro meu amigo, mas eu também vou fazer o meu exame de próstata na semana que vem, coisa que faço anualmente desde há uns 15 anos e que a partir desse exame passará a ser semestral, segundo orientação da pessoa que vou classificar no próximo parágrafo. Nada de anormal! Apenas uma ação preventiva rotineira, posto que até hoje não apresentei nenhum motivo de preocupações, mas a idade (62 anos) me obriga a que seja mais precavido quanto à minha saúde.

Só que para essa atividade eu trato com uma DOUTORA UROLOGISTA e, no caso desse exame, passo batido, pois ela tem o dedo indicador bem piquinininho e também bem fininho! E ela capricha tanto na vaselina utilizada para lambuzar a luva que após o exame tenho que vir correndo pra casa (o consultório da doutora fica a duas quadras, pertinho) para, pelo MENAS, dar uma lavada na bunda.

Se eu não fizer isso o mais rápido possível, ou se demorar em fazer isso, ou me sentar, a vaselina atravessa a cueca e deixa a calça toda marcada, espalhada por ambas as nádegas, parecendo que estou todo cagado, o que todo mundo percebe por causa da mancha na calça, e parecendo-se perfeitamente com a mancha produzida por aquele tipo de merda que produz um fenômeno ímpar da natureza denominado de caganeira, segundo a atual nomenclatura da UNESCO.

E tem mais: se após alguns minutos após a lavada da bunda a gente solta pelo escapamento-costal-inferior do nosso corpo uma baforada do gás comprimido produzido no intestino, a vaselina que tinha ficado guardada nos mais íntimos recônditos das nossas tripas grossas sai batendo palmas junto com ele. E aí começa toda a melecada de novo, na bunda, na cueca e na calça! Para alívio de todos, vaselina não tem odor (Graaaande consolo!), mas o gás que provocou a sua expulsão...

Já um outro amigo meu, que se diz macho pra burro (No fundo, no fundo, sempre tive a impressão que ele é um viado da categoria Narciso. Uma hora dessas apresentarei todas as categorias dessa classe aqui no meu blog.), há uns dez anos, foi fazer esse exame também com um DOUTOR UROLOGISTA e aconteceu o seguinte: o doutor, apesar de usar a luva também besuntada de vaselina, não conseguiu, de jeito nenhum, mesmo forçando o dedo indicador como se fosse uns saca-rolha, porém num vai-e-vem inútil, enfiar o dedo no cu do filho-da-puta. Não tinha jeito, tratava-se de uma missão impossível!. O Luiz (esse realmente é o pré-nome dele) deu uma trancada no próprio cu, segundo ele, inconscientemente, que não tinha nada, mas nada mesmo que conseguisse entrar ali. Nem entrar, nem sair!

O doutor lhe disse calmamente umas dez vezes “- Relaxa, Luiz, isso não dói nada! É só a primeira vez! Olha, vou enfiar bem devagarzinho, tá bom? Porra, Luiz, colabora... relaxa! Depois de tudo pelo qual passará, verá que foi bom pra tua paz de espírito! Então... abra, Luis, dê só uma abridinha!”

Mas, em vão! Até hoje, passados uns dez anos, o Luiz jamais voltou a qualquer urologista. Que Deus proteja a sua próstata!

° ° ° ° ° ° °
PS: Escrevi esta crônica em 24.08.2006. Minha mulher, Luísa, quando me viu editando-a, pediu para lê-la e ao final praguejou: “- Cruz credo, Norival! Você não tem um assunto mais sério, não?”.

I bibida prus músicus!

Dez Problemas da Arte de Conversar

1. Ouça com atenção

Muitas vezes nos concentramos tanto no que tencionamos dizer que não ouvimos realmente o que a outra pessoa está dizendo. Se você ouvir atentamente os outros, eles prestarão mais atenção quando chegar a sua vez de falar

2. Fale sobre coisas que interessam à outra pessoa

Diz um psicólogo: “O encanto da conversa consiste menos em demonstrar o próprio espírito do que em abrir caminho para que o outro sujeito demonstre o seu”.
o
Quando se estimula o outro a falar sobre seus assuntos prediletos, nunca há razão para preocupar-se com silêncios constrangedores e, geralmente, fica-se tão absorvido que não há tempo para acanhamento... que é o maior obstáculo para uma conversa espontânea

3. Evite minúcias desinteressantes

“O segredo de ser cansativo consiste em contar tudo”, advertiu Voltaire. Todos nós conhecemos a pessoa que faz digressões e nunca omite um fato desnecessário. “Não sei bem se foi numa sexta ou num sábado. Mas deve ter sido por volta de dez e meia, porque eu acabava de sair da casa de meu irmão, do outro lado do parque, e depois...”. Muito antes de o narrador chegar ao clímax de sua história já estamos cansados.

4. Evite expressões cediças

Não deixe que o apontem como “uma pessoa de poucas palavras, que as usa continuamente”.
o
Algumas mulheres arrulham a palavra “maravilhoso” em quase todas as frases.
o
Outros adeptos do cediço repetem a todo instante: “É o que eu digo!”, “Esta é a maior!”, “Só mesmo você!”, “Está entendendo?”, “Entendeu?”, “Né?”.
o
Ainda entre algumas mulheres, a moda é dizer "chiquézimo", "elegantézimo", “bacanézimo” e outros ézimos mais, enquanto quase todos, homens e mulheres, acham que o supra-sumo da cultura é dizer “Com certeza!” para tudo com o que concordem ou para com o que querem que concordem, esquecendo-se, ou evitando - nesse caso, por puro e obscuro modismo mesmo ou, como o papagaio que só repete o que ouve, de forma reflexiva, maquinalmente - substituir, de vez em quando, essa expressão pelos seus correspondentes "Certo!", "Correto!", "Positivo!", "Seguro!", também pelos seus correspondentes advérbios, ou um simples “Sim!”, o que embelezaria sobremaneira a qualidade da sua conversa, saindo do lugar comum da mesmice, já que em meia dúzia de palavras pronunciadas duas são “Com certeza!”, com certeza!

Outras duas corruptelas mais modernas da palavra ou expressão são “a nível de” e “tipo...“, posto que a expressão correta é “ao nível do” ou “ao nível da”, ou "do nível do" ou "do nível da", e ela só pode ser utilizada em relação às águas dos mares e dos rios, do topo do prédio, do 3° andar, do cume ou de algum lugar da montanha ou morro, da altura de cruzeiro de uma aeronave, balão ou coisa semelhante, da profundidade de um submarino. Deve ser sempre relacionada com altura ou profundidade. Mas jamais “a nível de chefia”, “a nível de propaganda bem bolada” e
a nível de outras mais.

Já o emprego da palavra “tipo” seguida de um “esclarecimento”, como “tipo cem reais”, “tipo dez horas” e mais “tipos...” é uma demonstração
tipo Mary Shelley, criadora do monstro Frankenstein, pois quem o utiliza é um esmerado criador de tipos monstros lingüísticos.

Fuja desses exemplos estereotipados! E não faça citações de si mesmo! São poucas as pessoas tão espirituosas como Bernard Shaw, que podia gracejar: “ - Cito-me freqüentemente. Isso dá sabor à minha conversa!”.

5. Fale com precisão

Pare um instante para disciplinar suas palavras antes de falar; não mergulhe de cabeça numa frase, esperando que acabe dando certo. Evite pular de um tópico para outro; a conversa é mais interessante quando se prolonga um assunto por muito tempo para apreciá-lo do ponto de vista de quem dá e de quem recebe.
o
Muitos de nós somos culpados de tornar difícil a compreensão de nossa conversa com cacoetes e hesitações. Olhe de frente a pessoa com quem estiver conversando e não ponha a mão diante da boca para falar indistintamente. Não deve ser necessário que lhe peçam para repetir o que disse.

6. Faça as perguntas adequadas

Os bons entrevistadores – repórteres, advogados, psiquiatras etc – sabem que uma pergunta bem concebida e bem formulada ajuda a outra pessoa a se expandir. Indica um interesse sincero por ela e pelas suas opiniões.

Perguntas convencionais, no gênero de “Como vão as coisas?”, ou “O que há de novo?” não têm sentido. Por outro lado, perguntas do tipo “Como foi que o senhor começou o seu negócio?”, ou “Se tivesse de começar a vida de novo, escolheria esta cidade para morar?” indicam interesse sincero. E frases discretas como “”Não acha?”, ou “Qual é a sua opinião?” muitas vezes mantém a outra pessoa falando e evitam que nós falemos demais!
7. Aprenda a discordar sem ser desagradável

Muitas vezes o que mais importa não é o que se diz, mas a maneira de dizê-lo. Benjamim Franklin costumava observar diplomaticamente:
o
“Uma discussão amistosa muitas vezes enriquece uma conversa, mas não comece a discutir com uma declaração indiscriminada como “Detesto advogados. São todos uns chicanistas”. Tal observação dogmática fará com que todos os grupos tomem partido com uma violência que não permite conversação educada.
o
É importantíssimo não contradizer sumariamente pessoa alguma, mesmo quando se tenha certeza de que ela está errada. Use de sutileza!

8. Evite interromper os outros

Se você por vezes se vir obrigado a cortar uma conversa, sua interrupção parecerá menos descortês com uma frase amável como “João, você me permite acrescentar uma coisa ao que acaba de dizer?”. Diga-se de passagem que a pessoa interrompida ouvirá com mais atenção se você usar o nome dela.
o
Se você próprio for interrompido, nunca insista em voltar depois ao mesmo assunto. Procure interessar-se pela nova conversa. Se as pessoas quiserem que você volte ao que estava discutindo, elas mesmas o dirão.

9. Procure ser tolerante e diplomático

Todos nós conversamos às vezes com pessoas que nos irritam ou nos aborrecem. Nesse caso, procure concentrar-se no assunto em discussão. Afinal de contas, os fatos são impessoais. Se você procurar honestamente assumir uma atitude generosa e tolerante, aprenderá a conversar muito melhor.

10. Elogiar um pouco às vezes facilita as coisas

Sua conversa será mais rica se você aprender a elogiar as pessoas – desde que os elogios sejam sinceros! Pode-se elogiar ao mesmo tempo que se exprime apreciação.
PS: Este artigo, salvo pequena atualização realizada por mim, se constitui numa das aulas de oratória do Curso de Comunicações Verbais do Instituto Oswaldo Melantonio, São Paulo/SP, que, privilegiado, cursei, e que reorientou a minha vida numa guinada magnífica de 180 graus, para melhor.

I bibida prus músicus!

O Triplo Filtro

Na antiga Grécia, Sócrates foi famo-so por sua sabedoria e pelo grande respeito que professava a todos.
Um dia, um conhecido se encontrou com o grande filósofo e lhe disse:
- Sabe o que escutei sobre seu amigo?
- Espera um momento, disse Sócrates. – Antes que me diga qualquer coisa, quero que passe por um pequeno exame. Eu o chamo de exame do triplo filtro.
- Exame do triplo filtro? – Perguntou o outro.
- Correto, continuou Sócrates. – Antes que me fale sobre meu amigo, pode ser uma boa idéia filtrar três vezes o que vai dizer, por isso que o chamo de “Exame do Triplo Filtro”.
- O primeiro filtro é a Verdade. Está absolutamente seguro de que o que vai me dizer é certo?
- Não, disse o homem, realmente só escutei sobre isso e...
- Bem, disse Sócrates, então você realmente não sabe se é certo ou não.
- Agora me permita aplicar o segundo filtro, o filtro da Bondade.
- É algo bom o que vai me dizer de meu amigo?
- Não, pelo contrário...
- Então, deseja me dizer algo ruim dele, porém não está seguro de que seja certo.
- Mesmo que agora eu quisesse escutá-lo, ainda não poderia, pois falta um filtro, o filtro da Utilidade.
- Me servirá de algo saber o que você vai dizer do meu amigo?
- Não, na verdade, não!
- Bem, concluiu Sócrates, se o que deseja me dizer não é certo, nem bom e tampouco me será útil, porque eu iria querer saber?
º º º º º º º
Recebi essa mensagem do meu cunhado Walter, mineiro de Belo Horizonte e morador em Salvador, formatada no Power Point. Por ter gostado muito dos fundamentos e ensinamentos dela e por gostar também muito de Sócrates, debulhei-a, retirando dela somente o texto para publicar aqui.
O seu último slide apresenta as conclusões do seu criador/editor, desconhecido, descritos desta forma:
º º º º º º º
USE ESTE TRIPLO FILTRO SEMPRE QUE OUVIR

COMENTÁRIOS SOBRE ALGUNS DE SEUS AMIGOS.

A AMIZADE É ALGO INVIOLÁVEL.

NUNCA PERCA UM AMIGO POR ALGUM MAL ENTENDIDO

OU COMENTÁRIO SEM FUNDAMENTO.
º º º º º º º
I bibida prus músicus!

Brigado, Walter.

Chateau Mouton Rothschild

Consta, que certa noite, muitos anos atrás, um homem entrou com a namorada no restaurante Lucas Carton, em Paris, e pediu uma garrafa de Mouton Rothschild, safra de 1928.

O sommelier, em vez de trazer a garrafa, para mostrar ao cliente, traz o decanter de cristal cheio de vinho e, depois de uma mesura, serve um pouco no cálice para o cliente provar. O cliente, lentamente, leva o cálice ao nariz para sentir os aromas, fecha os olhos e cheira o vinho. Inesperadamente, franze a testa e com expressão muito irritada pousa o copo na mesa, comentando ríspidamente:

-Isso aqui não é um Mouton de 1928!

O sommelier assegura-lhe que é. O cliente insiste que não é! Estabelece-se uma discussão e, rápidamente, cerca de 20 pessoas rodeiam a mesa, incluindo o chef de cuisine e o gerente do hotel que tentam convencer o intransigente consumidor de que o vinho é mesmo um Mouton de 1928.

De repente, alguém resolve perguntar-lhe como sabe, com tanta certeza, que aquele vinho não é um Mouton de 1928.

- O meu nome é Phillippe de Rothschild, diz o cliente, modestamente, e sou eu que faço o Mouton Rothschild!

Consternação geral.

O sommelier, então de cabeça baixa, dá um passo à frente, tosse, pigarreia, bagas de suor escorrem da testa e, por fim, admite que serviu na garrafa de decantação um Clerc Milon de 1928, mas explica seus motivos:

- Desculpe, mas não consegui suportar a idéia de servir a nossa última garrafa de Mouton 1928. De qualquer forma, a diferença é irrelevante. Afinal o senhor também é proprietário dos vinhedos de Clerc Milon, que ficam na mesma aldeia do Mouton. O solo é o mesmo, a vindima é feita na mesma época, a poda é a mesma, e o esmagamento das uvas se faz na mesma ocasião, o mosto resultante vai para barris absolutamente idênticos. Ambos os vinhos são engarrafados ao mesmo tempo. Pode-se afirmar que os vinhos são iguais, apenas com uma pequeníssima diferença geográfica.

Rothschild, então, com a discrição que sempre foi a sua marca, puxa o sommelier pelo braço e murmura-lhe ao ouvido:

- Quando voltar para casa esta noite, peça à sua namorada para se despir completamente. Escolha duas regiões muito próximas do corpo dela e faça um teste de olfato. Você perceberá a diferença que pode haver numa pequeníssima diferença geográfica!

PS: Este post foi abocanhado, impensadamente (?), do site do Fernando Stickel, que considero muuuuuito bom. Façam uma visita nele e confirmem!

I bibida prus músicus!

Papo de galinha choca na Manicure

Entreouvido ao passar pela porta aberta de um salão de manicure/pedicure na Av. Cel. Mendes, aqui no Manejo, após ter passado pela janelona envidraçada do mesmo e através da dita cuja podia-se observar umas quinze mulheres, entre atendendes e clientAs:

- Tem três assuntos sobre os quais nunca mais eu falo...

I bibida prus músicus!

domingo, 29 de abril de 2007

Difícil de Aceitar

Mesmo sendo tricolor, todo dia levantando feliz, sempre sorridente e cumprimentando todo mundo com quem cruzo, sem problemas financeiros, mas sem reservas ou aplicações financeiras também, tenho momentos de profunda desolação por ter um filho framenguista e pelos framenguistas, de maneira geral. Pelos curintiânus, também.

(Se um dia o Bush vier morar no Brasil, desejo que ele se torne framenguista pra sofrer cotidianamente com as desgraças desse time e pagar pelos pecados que anda cometendo.)

E um blogueiro, um grande blogueiro, sagaz, excelente observador político, que mistura inteligentemente de tudo do cotidiano no seu blog, sério, às vezes, em outras, utilizando com refinada sutileza a sua verve humorística, com tudo isso, entretanto, ele aparenta, mesmo sem conhecê-lo pessoalmente, ser portador do desvio chamado de Síndrome do Abacaxi, aquele em que o sujeito aproveita as cascas do abacaxi para fazer refresco e que, metaforando, como o nosso prefidente Loola, abraça as cores e os símbolos de seu time como se fossem coisas sagradas.

Descobri o seu
blog, de fato, hoje, navegando um par de horas pelos seus dois últimos meses. Pretendo, porém, chegar no seu primeiro cuinhééééééééé, ocorrido em abril de 2003.

É uma respeitável caminhada!

Ele já constava dos meus preferidos. Agora incluí-o, com muita satisfação, no meu blog
e recomendo aos meus amigos que o visitem. Tenho absoluta convicção de que todos o apreciarão. Seu capitão se chama Fernando Cals e seu endereço eletrônico é observador.blogbrasil.com.

E nessa minha navegada, descobri um post do qual resolvi capturar a imagem da camisa da LUBRAX, aliás, do Framengo, sem a devida licença dele, mas sei que ele vai me perdoar, e fí-lo porque achei um grande pecado venial comparar essa vestimenta horrorosa com o Manto Sagrado.

Onde é que nós estamos! E se o Papa, que está para chegar no Brasil, nas suas navegadas pelas madrugadas (- Tão pensando que ele não faz isso? Duvidam de mim? Confirmem com o Vaticano!) descobrir esse blog e esse post? Se virar framenguista, juro que largo da mulher e mudo de mala e cuia pra igreja do Bisbo Mazedo!

Em todo o caso aí está o produto da minha afanação:
o
oOoO Manto Sagrado

Emporcalhei o meu blog novamente com as cores rubro-negra por dois motivos; o primeiro e o segundo, ou, o A e o B, à escolha.

Explicando:

Primeiro, pra levantar o moral do meu filho Gu (Gustavo), que anda meio jururu, pois tenho observado certas evidências de que ele anda amargurado por ter trocado o Fluminense pelo Framengo. E ele já tinha 25 anos, puta merda!

E segundo, para paparicar, aliás, homenagear, porque não sou de paparicar ninguém, porque quem paparica é papariqueiro e eu não sou nenhum papariqueiro, e se alguém me chamar de papariqueiro eu mando pros quintos dos infernos, e... onde é que eu estava mesmo? Ah! Achei! Como eu dizia, o segundo motivo é para homenagear esse a quem passo a chamar de amigo, o Senhor
Fernando Cals (Se não botar bronca por causa do meu ato impensado(?), ao me apossar da imagem do seu blog!) e agradecer-lhe por manter nos posts de seu blog mensagens de puro altruísmo, de informações sem as máscaras da dissimulação ou da dubiedade e de momentos de pura descontração pipocados adequadamente.

- O título deste post encabeça a matéria do post correspondente do Fernando. Outra roubadinha minha!

I bibida prus músicus!

sexta-feira, 27 de abril de 2007

Morreu de Confusão (Carta de um Suicida)

Foi encontrada no bolso de um suicída, em Maceió, a seguinte carta:

"Ilmo. Sr. Delegado de Polícia:

Não culpe ninguém pela minha morte. Deixei esta vida porque, um dia mais que eu vivesse, acabaria morrendo louco. Explico-lhe, Sr. Delegado: tive a desdita de casar-me com uma viúva, a qual tinha uma filha. Se eu soubesse disso, jamais teria me casado.

Meu pai, para maior desgraça, era viúvo, e quis a fatalidade que ele se enamorasse e casasse com a filha de minha mulher. Resultou daí que minha mulher tornou-se sogra de meu pai. Minha enteada ficou sendo minha mãe, e meu pai era, ao mesmo tempo, meu genro. Após algum tempo, minha filha trouxe ao mundo um menino, que veio a ser meu irmão, porém neto de minha mulher, de maneira que fiquei sendo avô de meu irmão. Com o decorrer do tempo, minha mulher também deu à luz um menino que, como irmão de minha mãe, era cunhado de meu pai e tio de seu filho, passando minha mulher a ser nora de sua própria filha.

Eu, Sr. Delegado, fiquei sendo pai de minha mãe, tornando-me irmão de meu pai e de meus filhos, e minha mulher ficou sendo minha avó, já que é mãe de minha mãe. Assim, acabei sendo avô de mim mesmo.

Portanto, Sr. Delegado, antes que a coisa se complicasse mais, resolvi desertar deste mundo.

Perdão, Sr. Delegado."

Da seção "O impossível acontece", da revista "O Cruzeiro".
° ° ° ° ° ° ° ° ° ° ° ° ° ° °
Incluí este post no meu blog por tê-lo achado simplesmente incrível, tendo sido publicado em 19/4/2007 no blog do Carlos Alberto Teixeira, um dos grandes bloguistas da globo.com. É, como diz o c.a.t., assim ele abrevia o seu nome, antiga (a mensagem) mas sempre boa de ler.
É o que estou fazendo com a devida autorização dele, depois de um papo virtual que tivemos, assim, ó:
“24/4/2007 - Putz grila, Carlos Alberto: Gostaria de colocar esse texto no meu site, opaquio.blogspot.com. Posso?

“Salve, Norival, certamente que sim. Pode pôr o texto no seu site sim. Aliás, acabo de visitá-lo e adorei o confessionário eletrônico. Abração. - c.a.t.”
° ° ° ° ° ° ° ° ° ° ° ° ° ° °
E
ntão, fico duplamento satisfeito: com a autorização para publicação da mensagem encontrada por ele e com a visita dele ao meu blog, onde deixou o seu comentário. É o primeiro jornalista a me presentear dessa maneira! Tô qui tô todo feliz!
I bibida prus músicus!
Brigado, Carlos Alberto.

terça-feira, 20 de março de 2007

Confessionário eletrônico: Mudança da Prática

O tempo não para e com ele mudam as coisas com uma constância impressio-
nante.
Mudam as pessoas, mudam-se conceitos. Mudam-se práticas. Difíceis de se mudarem são dogmas religiosos, mas não exatamente o da Confissão, na Igreja Católica, que demorou séculos para oferecer aos fiéis mais apressados a opção da confissão coletiva e agora, apenas algumas décadas depois, oferece a confissão eletrônica.

Veja este
vídeo que mostra um modelo dessas novas geringonças em funcionamento na Espanha. Você, que está acostumado a utilizar caixas eletrônicos, vai gostar da novidade. E quando for se confessar, poderá até gostar dela.

- Não acredita?

- Dê uma conferida!

I bibida prus músicus!

Brigado, Francine!

segunda-feira, 19 de março de 2007

Meias-calças para homens: Mudança de Hábito

Comecei falando em mudança e vou continuar com esse assunto, agora falando de cuecas, um acessório muito importante para nós, homens, pois muda-se de cueca todo dia e de vez em quando muda-se o modelo da cueca: antes samba-canção, hoje sunga, boxer, slip. Tem até a tal de fio dental, mas essa só para afrescalhados e bichas, já que a sua construção nada a tem a ver com a finalidade para a qual foi criada, e aqui, neste momento, faço uma pausa nesse assunto e parto pra outro, porque comecei a ter uma convulsão cerebral, daquelas causadas por reações de fluidos misteriosos que circulam nas minhas entranhas, obrigando-me a recitar outra poesia. Senão vejamos:
Procurei no meu Aurélio, que nunca sai do meu lado, o significado do termo cueca, obtendo unicamente a informação da sua obscura vida íntima sob as calças. Aí, muito vivo, pulei pro próximo termo: cueiro = cu + eiro. Cu é cu mesmo e eiro é sufixo nominativo, equivalente a ário que, entre outras serventias, participa de operário (Daí que poderíamos dizer opereiro, não é legal essa?) e outras coisas mais, sendo que considerei a mais importante “lugar onde se guardam coisas”.
Tá! Em princípio, sim, mas acontece que a explicação começou com cu, um furo, um túnel por onde saí bosta e gases comprimidos, cerca de catorze escapes por dia, nas pessoas normais. Como, para mim, a cultura universal sobre a língua portuguesa se esgotou nesse ponto, parti pras minhas próprias elucubrações e deduzo que “eca” deve ser uma palavra do tupi-guarani ou do ianomanês, - Sei lá!, - podendo significar tampão.
Aí fez sentido: cueca = tampão do cu, segura bosta, completa (caso de uma caganeira) ou parcial (aquele restinho que às vezes costuma ficar grudado no fiofó).
E agora, passada a minha convulsão cerebral, volto à cueca fio-dental que, baseado nas minhas sérias explanações lingüísticas anteriores, não serve pra bosta nenhuma, principalmente no caso de uma caganeira!
Continuando, aliás, começando com o tema da abertura deste post, agora os estilistas da empresa inglesa Gerbe inventaram a meia-calça para homens, conforme matéria da BBC, informando que ele (o site colocado à disposição dos interessados) não representa um ponto de encontro de homossexuais ou fetichistas. Já começa a precaução pra quem é homem, e ainda bem, porque senão como é que eu justificaria a minha navegada até ele?
As meias-calças para homens levam em conta o tamanho dos pés e têm maiores dimensões na região da cintura, além de uma abertura transversal como a das cuecas samba-canção. Tem meias-calças com ou sem pés, na cor preta opaca ou transparentes, nos tons da pele ou pretas, para serem usadas com bermudas.
Tem também as meias três-quartos que teriam, segundo o fabricante, o efeito de estimular a circulação sangüínea ou relaxar, para homens que costumam ficar muito tempo em pé ou sentados.
Ora, pombas! Se usar cueca já é um saco, fico imaginando usar sobre ela uma meia-calça, que nada mais é do que uma cueca-calça. E tem o detalhe dos cabelos das pernas ou, dando na mesma, das pernas cabeludas. Reparem que as pernas do modelo da foto aparentam ter sido depiladas, ou barbeadas. E se alguém entrar no site da Gerbe, notará que os modelos, todos, têm os seus rostos resguardados. Vergonha?
Então, fica a notícia aí! Se alguém quiser comprar algumas meias-calças, pode procurá-las em Londres. Pode ser que nessa ocasião eles já as tenham na cor de rosa, lilás, lavanda...
I bibida prus músicus!

Plutão: Mudança de Status

Falei em mudar a prática da confissão. Falei também em mudar o modelo da cueca.

A primeira não me atinge porque só me confesso com o Chefe, na moita, do jeito a que nos acostumamos.

El segundo lugar también no me alcanza porqué, haciendo a coro con mi amigo Karzalbertu, para quien “içu é coiza di viadu ou di ez-viadu”, e porqué, en todo el caso, hombre muy masculino que soy, nunca voy a comprar-las ni nunca las aceptaré como presente. E punto final!

(Mamãe anda na maior felicidade com o progresso que estou fazendo no portunhol. Meu objetivo em dominar essa língua é superar o Loola e depois passear no Chile, do jeito que o meu amigo Edison Piazza fez, entre outras de suas
Viajando pelo Mundo, e visitar os mesmos locais por onde ele passou, descritos minuciosamente nos seus roteiros de viagem e mostrados no show de fotos que ele capturou. Dá-me a sensação de que já sei em quais restaurantes vou tomar os bons vinhos de lá, quanto vou gastar, onde vou dormir, que cidades visitar... Vou pintar e bordar!)

Mas, falando sério, volto ao tema Plutão: Mudança de Status, e prometo não fugir mais dele, posto que focaliza um assunto que permanece como um espinho bem grande de bacalhau - Oba! Já comprei o meu! - atravessado na minha goela, porque continuo inconformado com a humilhação por que ele passou, sendo rebaixado para a categoria de asteróide, mais exatamente como o de n° 134.340. Não é o número 7 ou o número 666. É o número 134.340, mesmo, talvez um dos últimos da fila, como os alunos baixinhos do fim do pelotão no desfile de 29 de Setembro, data da emancipação da minha querida Resende, a Princesinha do Vale. Guardem bem esse número, pois amanhã - Quem sabe? – poderá ser o seu novo endereço postal, porque do jeito que a Terra está sendo bombardeada...

Por que foram rebaixar, humilhar, pisar sobre o indefeso planetinha, se antes disso chamá-lo de planeta não ofendia a ninguém? Não consegui saber se teve direito à defesa, se teve advogado para esse direito elementar! No Brasil, até os bichos tem o seu Estatuto dos Bichos, que os protegem! Tampouco soube de alguma ONG que tivesse corrido em seu socorro!

Por que o desgraçado do uruguaio que levantou essa barreira de discriminação espacial contra ele foi ouvido pela Associação Astronômica Internacional?

Foi há alguns meses que isso ocorreu e, como sói acontecer, quase ninguém mais fala de Plutão.

Mas para mim, não!

Por que me lembro muito bem de quando ainda cursava o primário - corria o ano de 1954, ano da morte de Getúlio Vargas, portanto, fácil de guardar na memória - e tive um trabalho desgraçado para fazer uma cola num confeti com os nomes dos nove planetas e que seria usada numa prova de geografia. E o nome de Plutão não coube. Confiei na sorte de lembrar dele na hora H.

Para mim ele continua bem vivo e assim vai continuar. Podem até mesmo rebaixá-lo a poeira estelar, transformá-lo em gás e espalhá-lo em qualquer nebulosa, porque com ele aprendi uma coisa da qual jamais me esqueço: do zero que a professora Janice me deu, imediatamente após descobrir a minha cola, bem dobradinha, enfiada debaixo da unha do meu polegar esquerdo, sempre deixada grande e suja, como que relaxadamente descuidada, mas apropriadamente preparada para essa finalidade costumeira, até então.

Bem, amigos, as três postagens acima foram inseridas no 45° número do meu Nuggs and Cucs Journal, juntamente com as mensagens em Power Point abaixo:

Se você deseja receber uma, duas, três ou todas essas mensagens, mande um email para mim. O meu site é o norrival@oi.com.br.

Terei o maior prazer em atendê-lo(a) e, se quiser, incluí-lo na nossa lista permanente de correspondentes.

Digo-lhe que será um auê estrondeante! Juro!

I bibida prus músicus!

U qui qui é “Ó pa qui, ó...” ?

“Ó pa qui, ó...” é uma expressão muito popular da língua portuguesa, utilizada de norte a sul do Brasil, em quantidade semelhante aos cafezinhos que tomamos diariamente, significando “- Olhe para aqui, olhe!”, pronunciada de forma serena, como uma melodia, dita num tom coloquial, escolhida para ser o título deste blog.

Como ela, existem centenas, quiçá milhares de outras que a gente, sem necessidade de bancar o erudito, o diferente, pronuncia e ouve numa constância com a qual nem percebemos.

Temos o “- Ó pa lá”, que é menos brando do que “- Ó palá, ó”, parelhas de uma série interminável como “- Ó paí”, “- Ó pa li”... e por aí vai, mas vejam se vocês conseguem destrinchar os significados dessas aí, só pra começar! Vocês irão ficar admirados com a cultura popular, caracterizada pela sua simplicidade e pela sua objetividade que existem enrustidas nos nossos conhecimentos!

Justificando melhor a minha escolha:
o
“Quando se mostra um fato chocante ou surpreendente, dá-se tom de exclamação à frase. Mas é igualmente comum que a frase, com a repetição do verbo no final, implique carinho, dengo, manha, doçura. Mesmo reticência. Se digo "ó pa qui" ao apontar um arranhão no meu braço, sôo objetivo. Se digo "ó pa qui, ó", posso soar acusatório ("olhe o que você me fez!") ou simplesmente dengoso ("ó pa qui, ó..."), pedindo carinho, ou simplesmente queixoso.”
o
Esse último parágrafo, inteirinho, assim como todas as outras informações da nossa língua falada mencionadas até esta vírgula, retirei de uma carta escrita por Caetano Veloso e enviada a alguns chegados seus, onde a sentença “- Ó pa qui, ó” é justificada por ele para dar título a um filme rodado em Salvador, que terá trilha sonora sua e será lançado agora em março. Como ele próprio afirma, a sua determinação nessa definição é fruto da sua “experiência falante, cantante e escrevente, e” de sua “ intuição de lingüista”.

Cheguei até ele (Ao título, não ao Caetano!) graças a uma reportagem da Tereza Cruvinel e publicada em seu blog no dia 22.02.07, na globo.com, onde ela relata como chegou à tal carta, ou como essa carta chegou até ela.

Em si, essa carta do Caetano Veloso é uma aula de pura erudição da língua portuguesa, “é um fino exercício de lingüística, uma amostra da intimidade dele com o português falado no Brasil”,
motivo porque indico o site da jornalista a quem pertence esse elogio feito ao Caetano, merecidíssimo.

Querem conferir tudo o que digo? - Visitem o
site dela! Mormente agora que ela está escrevendo da Antárctica e falando pelos cotovelos sobre tudo de lá, principalmente de gelo e de frio!
Finalmente, a minha opção pela expressão dengosa “- Ó pa qui, ó...”, com reticência, foi a maneira mais franca e objetiva que encontrei para titular o meu blog, de forma que transmita uma mensagem que
“implique carinho, dengo, manha, doçura”, mesmo tornando-me um “queixoso", pedindo, implorando que visitem o meu blog, como você está fazendo agora!

Ao lerem este artigo, tenho certeza de que todos concordarão com o nome escolhido para o meu blog, que fica tendo, assim, o Caetano Veloso como padrinho e a Tereza Cruvinel como testemunha. Não é legal?

Estou, porém, papagoiaba desconfiado que sou, com as orelhas em pé, aguardando algum contra-ataque deles, porém, outro, com a garrucha lubrificada, só na moita!

Sobre o filme que deverá levar o título de Ó pa qui, ó, tem a direção de Monique Gardemberg, é adaptado de uma peça do grupo Olodum, com trilha sonora de Caetano, sendo produto de uma associação entre Globo Filmes, Dueto Filmes, Dezenove Som & Imagens e Natasha Filmes (Paula Lavigne).

A carta do Caetano chegou às mãos de Tereza Cruvinel pela jornalista Tânia Fusco, prometida que lhe fora pela Paula Lavigne.

Corretamente, o endereço eletrônico do meu blog, não estranhem, é opaquio.globspot.com, mas que sempre deixo linkado somente como
Ó pa qui, ó...

I bibida prus músicus!

domingo, 18 de março de 2007

A frescura da DOVE!

Não! Não é nenhuma gozação minha! É a tradução do título do post em inglês (The Freshness of a Dove!), onde a DOVE (leia-se UNILEVER) apresenta a sua nova linha de produtos reais para mulheres reais (nada de manequins magros e conhecidos, nojentas, gostosas).



Para isso, exibe em seus comerciais uma meia dúzia de gatonas enjoaaaaadas, como esta aqui, ó:








E tem esta outra aqui ó, seguramente num dos grandes auês da sua vida.








Já esta dondoquinha aqui, com essa carinha de Chapeuzinho Vermelho, ou da Branca de Neve - Tô na dúvida! - deve ser de outra coleção da DOVE
- para a Play-Boy, mais certamente.




Enfim, pra quem gosta de mulheres com garantia de funcionamento duradouro, como as mostradas aqui - e tem outras diabinhas lá naquele post, com suas carinhas instigantes e desafiantes, cada uma parecendo mais sapeca do que a outra, mas que na verdade devem ser tratadas como genuínas bombas nucleares,- basta ir nos steites e trazer de lá alguns pacotes daquelas alquimias para presentear as suas queridas.

Outra coisa espetacular que a DOVE fez recentemente para promover outra linha de produtos é o comercial onde realiza uma verdadeira transformação - evolução, melhor dizendo – de uma gata para uma pantera. Nem Darwin contou com tal fenômeno, na velocidade da luz!

Tenho certeza de que vocês vão gostar desse vídeo!

I bibida prus músicus!

- Brigadu, Fran!

Magiclik

Na reportagem acima criei, de uma forma que jamais imaginei fazer, uma metáfora com a mulher e uma geringonça para acender fogões a gás chamada de Magiclik. E ela começou a tomar corpo quando terminei a sentença “Enfim, pra quem gosta de mulheres com garantia de funcionamento duradouro,...".

Funcionamento duradouro... Magiclik...

Aí saiu num tiro só, sem interrupção. Aprisionei um asterisco depois de duradouro* - Viu? – e ficou assim, ó:

* Me lembrei da geringonça chamada de Magiclik que ganhei como presente de aniversário dos meus falecidos sogros há mais de 30 anos, cuja garantia de funcionamento anunciada era de 100 anos.

Não é mentira, não, minha gente! A propaganda dizia isso mesmo.

Afora a pintura meio bem esculhambada, he-he-he!, a diaba da geringonça continua funcionando perfeitamente nus conformis. Basta tocar e... clik!, pega fogo na mesma hora! (Sem metáforas, puiz eu num façu comu u Loola faiz, e Magiclik é mesmo uma geringonça, um aparelhinho que serve para acender o fogão a gás!)

Em decorrência do Dia das Mulheres em 8 pp, a Luísa recebeu muitas mensagens concernentes ao tema. Aproveito para distribuí-las por email a todos os nossos correspondetes numa tacada só, destacando a beleza de todas elas, os seus significados, as descrições técnicas da construção do objeto homenageado, as garantias, o combustível e a localização do estepe, o número de cômodos e as formas do telhado e dos jardins... O seu funcionamento, o barulho, a chama, como uma certa geringonça minha chamada Magiclik.

I bibida prus músicus!

NUGGS AND CUCS JOURNAL

As duas reportagens acima fizeram parte da edição n° 44 do journalzinho que edito esporadicamente e que tem o nome de NUGGS AND CUCS JOURNAL, distribuída ontem, utilizado como matriz dos posts que edito neste blog.

A sua finalidade principal é a distribuição de mensagens em Power Point que eu e minha esposa, Luísa Paiva, recebemos de incontáveis amigos.

É uma oportunidade que temos de, sempre que possível, mostrarmos a todos os nossos correspondentes os comentários que tecemos sobre determinadas mensagens recebidas, assim como uma forma de informar ao remetente (que irá receber a sua mensagem de volta, pedindo ou não) sobre o que pensamos da sua escolha e o fim (distribuição) que demos a ela. É também a ocasião de agradecer aos remetentes pela consideração com que fomos brindados e saber que continuamos na sua relação de amigos. O que é o mais importante!

Nessa edição, anexamos (coisa que não podemos fazer neste blog), as mensagens:

Se você deseja receber uma, duas, três ou todas essas mensagens, mande um email para mim. O meu site é o norrival@oi.com.br, à sua disposição

Terei o maior prazer em atendê-lo(a) e, se quiser, incluí-lo na nossa lista permanente de correspondentes.

Será um auê estrondeante! Pode crer!

I bibida prus músicus!

terça-feira, 13 de março de 2007

Dia do Flamengo

Era só o que faltava: por decreto assinado pelo governador Sérgio Cabral, o dia 17 de Novembro foi instituído como o Dia do Flamengo, revogadas as disposições em contrário. Com essas revogadas, fodeu tudo! Nem pensar em cancelar, anular ou botar no fundo da gaveta. Quem não gostar, vai ter que engolir! Somente um plebiscito contrariaria a lei.

Não diz se será feriado, mas conhecendo a galera (e aí me incluo)... E se cair numa quinta ou numa sexta... Inté!

Mas pera aí: como o dia 15 já é feriado nacional e se este dia 15 cair numa terça, aí o dia 17 cai numa quinta... Uau! Qui legal!

Com essa penada, nosso governador, que devia estar passando por uma crise de barriga desgraçada naquele momento, conseguiu transformar o que sempre foi um dia comum e corriqueiro em mais uma data de lamentações para os integrantes da chamada maior torcida brasileira.

Esse também é o Dia de Santo Alfeu. Dia da Penitência, também. Amém!

Pergunte pra qualquer flamenguista se ele sabe quem foi Santo Alfeu e você terá como resposta: “- Ô meu, aqui po ce, ó!”, acompanhada erradamente daquele gesto de boas-vindas onde as pontas dos dedos polegar e indicador se unem para formar um círculo e que os americanos dão seqüência com um sorridente “- Ok, my boy!"

Foi bom essa data ter caído junto com o Dia da Penitência, que é do que os flamenguistas estão acostumados: mais um dia de choro e lamentações, entre tantos os que eles têm durante todo o ano. Se fosse num outro dia, poderiam estranhar.

E a merda é que o assinador dessa instituição abriu a porteira para o presidente Loola também instituir o dia dus curintiânus, só que a caneta du homi joga tinta pru Brasil inteiro. Será uma data de caráter nacional. É mole?

Se o decreto tivesse instituído o Dia do Fluminense, tudo bem, sem quaisquer motivos para reclamações. Afinal, nós, tricolores, estamos acostumados com mesuras dessa natureza e elas fazem parte do nosso dia-a-dia, em virtude do nosso passado, glorioso e triunfante, e do nosso presente, firme e confiante. Pois quem desconhece que o nosso time é considerado como um dos ícones do futebol brasileiro e mundial, em cujos campos nossas equipes sempre tiveram atuações inesquecíveis e incomparáveis? E os nossos Títulos? E a nossa Sala de Troféus?

Caso o governador assim o fizesse, eu sugeriria que ele nomeasse um escolhedor para definir de um modo justificativo a data para um ato de tal magnitude – tratando-se do Fluminense – e não ir simplesmente "Vamu assinanu essa bosta ki adipois a genti vê!".

Prontifico-me, desde já, se nomeado como escolhedor fosse, a sugerir o dia 4 de julho, não por ser o dia do meu aniversário, mas por ser o dia do fuzuê nacional dos americanos (Se a segunda data lembrar a primeira, será uma mera lembrança, morou?), atualmente os reis do pedaço. E também porque é o dia de Santa Maria Goretti, São Domingos e Santo Isaias, todos os três realmente trabalhadores e milagreiros e com suas figurinhas guardadas em carteiras pelo mundo todo. Num é ua coiza divina i maraviliosa prum dia çó?

Sai da minha cachola, neste momento, uma pergunta que diz respeito ao que estou escrevendo:

- Porque escrevo tanto sobre o Fluminense, sendo que abri esta crônica apontando para o Flamengo, que deveria monopolizar a minha atenção na sua feitura?

É muito simples de responder:

Por que os times do Flamengo, via de regra, tremem na hora do “- Tamu xeganu lá, si Deus quizé!” e sempre derramam o leite do pires na hora do pega-pa-capá. É um almoxarifado permanente de derrotas, frustrações e tristezas que os seus torcedores carregam por todas as suas vidas, engrossando a procissão dos que entram direto no paraíso, visto que em suas vidas terrenas sempre foram sofredores, gente de quem se diz que tem preferência depois que bate as botas.

A começar pelas suas cores, preta e vermelha. E o diabo é que tem que ser essas cores horrorosas mesmo. Escolheram, tá escolhido! Vão chorar no cacha-prego! Peçam pro governador baixar outro decreto mudando-as. Mas não implorem por algo com um grená, um verde ou um branco. - Óia çó ki maravilia otra veiz, num é mezmu? Podem escolher um roxo e todas as variações de cinza. Verde bosta (mostarda) pode, em todo caso, assim como violeta, ameixa e lavanda!

Esqueçam a cor preta, que significa N-A-D-A, a negação de tudo, do frio, da luz, da alegria. E a cor vermelha, querem saber o seu significado? De verdade? Não são capazes de fazerem as suas próprias definições? Querem saber de mim, mesmo? Então, lá vai:

- No momento, me esqueci de todas, mas prometo responder na próxima ocasião!

Aviso aos meus leitores que ao redigir esta crônica, fí-lo com o intuito de paparicar o meu filho Gu, único desgoelado na nossa família de tricolores, e aos meus amigos que teimam de joelhos postados sobre milho pela cartilha do Flamengo. Os meus homenageados poderão ficar desorientados com o que escrevi aqui mas, tenho a convicção de que dirão que ganharam o dia vendo o escudo pavoroso do seu time esmerdeando a página do meu brog, ainda mais que eles continuam meio entorpecidos depois da conquista do campeonato estadual na semana que passou.

Também, puta merda, em cima do coitadinho do Madureira!

I bibida prus músicus!

domingo, 11 de março de 2007

Cadê o Jô?

O Jô moleu?
I bibida prus músicus!