segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Vão encher a paciência dos raios que os partam!

Minha amiga Divina Scarpim, titular do blog Vida Cadela, que recomendo a todos os meus amigos, publicou no dia 6 pp uma crônica da sua lavra a que ela deu o título de “Me perguntaram por que gosto tanto de criticar e questionar deus...", onde ela inicia dizendo: “Tantos religiosos vêm tentar me converter de todas as maneiras que não tenho outra saída se não pensar no assunto!”. A partir daí, destila maravilhosamente toda a sua insatisfação com aqueles distintos salvadores de almas.

Terminada a sua leitura, tenho de confirmar que ela acertou na mosca com as suas palavras e eu lasco o meu chamegão depois da assinatura dela, adoçando tudo o que ela disse lá (Lá-lá-la, lará-lá-lá! Sem cacografia!).

E acrescentaria mais à matéria motivo do post dela e que quase transformou este meu post num comentário no do dela, neste momento em que estou com boca amarga pela bilis descarregada pelo ataque sofrido pela minha vesícula, conseqüência automática das reações do meu corpo e que sempre acontece quando trato deste assunto.

Porque eu quero mais é que aqueles anjos do paraíso dos raios que os partam, que adoram ver a gente de saco cheio, não só nas manhãs dos domingos, - Quase todos, Virgem Maria! - mas também em todos os outros dias da semana, conforme ela bem descreveu, sigam em outra direção que não o da minha casa. Por exemplo, o caminho que vai pra casa do Inácio!

Na rua atrás da minha casa tem uma igreja evangélica. Tem uma igreja evangélica na rua atrás da minha casa. (Nossa Senhora! Quanto estardalhaço linguístico!). Parece que a porta por onde entram os desgraçados dos seus abençoados (os únicos entre todos os filhos de Deus) fica defronte à porta da minha casa, tal a intensidade do som do auto-falante de umas 30 polegadas que fica no ponto mais alto do telhado do prédio da igreja deles que, para mim, deviam (a porta e o auto-falante juntos) estar de frente para onde descarregam os seus acólitos: dentro do panelão cheio de doce de coco fervente do inferno!
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E tem mais, suas ínguas! No dia do juizo final, quando todos batermos as botas, abotoarmos o paletó, vamos todos dançar ao som do trio elétrico da merda da Ivete Sangalo no arraial do capeta, no meio de um poeirão e de um calor desgraçados. E o castigo será o de que não haverá refrigerantes nem cerveja gelados. E não adianta me contestarem porque na Bíblia está escrito que é mais fácil levarmos no trazeiro do que um camelo passar pelo buraco da agulha. Não é bem assim que está escrito, mas é o que deve ser entendido!

Foi também muito boa a lembrança da minha querida blogueira sobre o caminhão das pamonhas de Piracicaba. Em consonância com essas reminiscências torturantes das nossas vidas, escrevi uma crônica que coloquei aqui mesmo no meu blog intitulada A caminhonete do gás, onde descarreguei toda a minha réiva e ódio que estavam incomodando a mais absoluta pureza que existe imaculada dentro do meu coração - Vocês sabem disso! - contra esse monstro escomunguento que me acorda e me assusta todas as manhãs, sem que tenha havido uma solicitação minha nesse sentido.

Ficam sobrando assuntos dessa natureza para alguém escrever sobre eles: o vozerio dos auto-falantes tonitroantes da kombi da padaria lá dos quintos dos infernos que vende pães por aqui, das outras kombis de supermercados anunciando a boa nova do desconto do xuxu e da manga desta segunda-feira, da F-100 dos abacaxis de Xanxerê, da outra kombi das sardinhas de Angra e aquela outra da festa hippie do Penedo. Tem também aquela aporrinhação da quadrilha de paraplégicos vendedora de drops, cuja renda vai pra eles e pro restante do bando de vagabundos que os empurram em suas cadeiras de rodas pra cá e pra lá. Pra camionete do não sei lá mais o quê... e por aí vai.

Mas há uma esperança, com várias saídas, bem pertinho de nós resendenses, podendo quase que serem vistas daqui da cidade. Se elas são radicais, a esperança de dias mais calmos e sossegados é, porém, compensadora: mudar pra Vargem Grande ou pra Formoso. Pra Arapeí ou pra São José do Barreiro, dá não! Dizem que por aqueles cafundós está a mesma bosta!
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Por conta disso, estou indo hoje á tarde pra Bocaina de Minas, outra opção de mudança colocada entre os meus prováveis destinos, caso não consiga suportar mais as agruras desta cidade de Resende. Vou passar o reveillon com a minha família lá na Pousada Moinho d'Água. Nadar de piscina, tomar uma sauna, comer muita comida mineira (frango caipira!), andar de cavalo, ficar com a bunda toda assada...
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Uma boa passagem de ano para todos, paz, alegria, tranqüilidade e muito, muito dinheiro para todos os amigos e visitantes desta bosta de blog para o ano que se inicía.
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Digo bosta de blog porque bonito ficou o blog perplexoinside! Vai lá e dê só uma oiada! Foi feito pelo meu amigo Ery Corrêa.
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I bibida prus músicus!

2 comentários:

Ery Roberto disse...

Eis um texto bem típico do Norival. Grande Norival, o homem sem meias-palavras. De palavra e meia. Meu distinto, sossegues, esqueças essa barulheira aí e curtas o maravilhoso interior do Brasil. Um grande ano pra ti, com saúde, alegrias e muita música, porque daí vai ter "bibida". FELIZ ANO TODO. Grato, gratíssimo pela excelente companhia que foste neste ano que termina. Forte abraço.

Norival Duarte disse...

Caro Ery:
Peguei você de calças curtas, me desculpe! No exato momento em que você postava o seu comentário, eu estava fazendo correções e trocando palavrões por nomes como Virgem Maria, Nossa Senhora Aparecida, doce fervente de coco, etc, porque me lembrei da nossa relação com alguns evangélicos com os quais mantemos contato, se bem que eles são de outros cultos não tão tonitroantes como aos que me referia, na verdade.
Já naveguei pelo seu blog e pelo Perplexo Inside. Nos primeiros dias de 2008 vou postar comentários meus. De antemão, seus textos nos dois blogs e a sua obra estão espetaculares.

Feliz e próspero 2008 para você e sua família e obrigado pelas suas visitas.

Abraços, Norival.