segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

O urinol de Madame Pompadour


Desde a sua publicação em 02.10.2007, no site de meu amigo Ery Roberto Corrêa, felizardo morador de Curitiba, sempre tive uma vontade louca de publicar integralmente no meu blog esse seu post intitulado O urinol de Madame Pompadour.


Confesso que entre muitos dos meus sites favoritos, que denomino no meu blog como “Fontes de onde bebo”, existem alguns que se eu não consultar umas três ou quatro vezes por dia fico com a impressão que passei boa parte desse período sem respirar. E o site do Ery é um deles e quando tem post novo... ah! aí é sempre uma festa para mim!


Além de excelente escritor, é webdesigner, arte que lhe possibilita brincar com a aparência de seu site, apresentando-o aos seus visitantes sempre com um visual novo e inovador; arte que lhe possibilita construir capas de livros, como a última, do livro de Valter Ferraz, “Capão, outras histórias”, publicado no final do ano passado.


É assim que, lá de Curitiba, sempre me enche de admiração pelas suas criações, seus escritos e principalmente pela sua excelente percepção do que é bonito de se ver, do que é agradável de se ler, do que é interessante de se conhecer, não deixando também de mostrar o seu lado alegre e gozador, brindando-nos amiudamente com fatos e piadas que nos fazem rir gostosamente sem cair nas armadilhas do que é vulgar.


E ontem, munido de uma colossal coragem e vontade de realizar o meu desejo há tanto amordaçado, solicitei-lhe, como de outras vezes anteriores, autorização para publicar esse seu post no meu blog, no que fui prontamente atendido por ele, como sempre de forma prazeirosa e gentil, e com o que, além de enriquecer o meu blog, proporciono um brinde diretamente aos meus visitantes com o que considero uma pérola nacional da Internet.


A partir daqui, tudo pertence a esse post. Vocês vão gostar dele pacas, tenho absoluta convicção!


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Os anjinhos não compõem a imagem original e foram aqui montados apenas para ilustrar.


O saudoso crítico paulista Francisco Luis de Almeida Salles tinha razão quando disse, referindo-se a Olavo Drummond, que "surgiu um contista claro, realista, gracioso, tão mineiro na sua visão das criaturas como a própria humanidade que ele trata nas suas alegrias e tristezas".

Aprendi a gostar do Olavo quando achei seu livro "O vendedor de estrelas" (Editora Arx – São Paulo, 2003, 2ª. edição) na Feira do Livro do ano passado, aqui em Curitiba.

Havia preparado um post sobre um conto engraçadíssimo incluído neste livro, mas descobri uma nota que fazia veemente menção sobre os direitos da obra, cedidos à Editora Siciliano S.A., proibindo reproduções parciais ou totais do conteúdo. Há mais de uma semana enviei um e-mail pedindo permissão para isto, mas não recebi resposta.

Só me restou um caminho: recontar o conto.

Ele é gostoso de se ler porque não dá vontade de parar e contém muito daquela fotografia exuberante feita por Almeida Salles, presente na menção citada. Evidente que o adjetivo gracioso está aqui não apenas em suas significações mais conhecidas de "generosidade" e "graça", mas muito principalmente com o sentido substantivo da comicidade típica do teatro do Século de Ouro espanhol.

Enfim, bom é ler e rir. Pena que certamente não tenha o mesmo efeito recontado por mim. Considerem, porém, meu esforço. Preservarei os nomes de logradouros e personagens e tentarei ser o mais fiel possível ao contexto original. Espero que não me processem. Boa leitura.

O urinol de Madame Pompadour


O ricaço cafeicultor mineiro, coronel Pereirão, tinha recém casado com Ambrosina. Logo nos primórdios da união descobriu que a amada sofria de uma curiosa compulsão. Nem bem havia acabado as sessões de louco amor, a mulher saia em desabalada carreira em direção ao reservado de banhos para se aliviar daquele inapelável ataque diurético.


Um prosaico e sem gosto penico de galalite, onde se lia dupla saudação inscrita em azul – “bom dia” e “boa noite” – na tampa, foi solução nas primeiras semanas. O coronel, tomado de intensa paixão, resolveu dar um fim naquela peça insólita ao decidir decorar a intimidade da consorte apelando para a França. Requisitou um modelo de porcelana de Sévres, com especial requinte, que tornasse a beleza líquida de Ambrosina especialmente decorada.


Se aquela nobre raridade pertencera ou não à Madame Pompadour, era caso de menos importância. O que interessava é que havia saído de um famoso antiquário de Paris e agora estava ali naquele casarão da pequena Serrania, sempre à disposição para socorrer as cada vez maiores esguichadas da doce amante.


Ambrosina ficou encantada com o presente. A peça de Sévres tinha dois anjinhos, em biscuit dourado, enfeitando a alça da tampa. Havia até um certificado, o signatário pouco importava, comprovante da legitimidade do urinol que teria servido aos alívios da favorita de Luiz XV.


A mulher freqüentou tanto aquele vaso portátil que o coronel desfaleceu por não agüentar as avalanches sexuais. Acometido de tísica foi abotoado num pijama de madeira, deixando triste neste mundo a vigorosa viúva.


Ambrosina amadureceu a viuvez cuidando dos anjinhos do urinol como se fosse uma reverência ao falecido. Quando o conforto já se instalava lhe apareceu um terceiro anjinho, só que de carne e osso, na potência dos floridos vinte e poucos anos. O mancebo acabou causando um rebuliço na pequena Serrania. O pretexto inicial de sondar o preço do café da viúva, utilizado por Pedrinho Valente, acabou em nova paixão para a balzaquiana.


A cidadezinha comentava e não entendia a relação. Era estranha aquela trintona experiente passar a perna nas meninas casadoiras assim tão impunemente. Todo mundo queria descobrir o verdadeiro motivo da gamação de Pedrinho por Ambrosina, a misteriosa senhora do casarão. Ele confessou ao padre encarregado de oficiar a união que ela tinha uma orquestra dentro de si.


Pouco tempo e o urinol de Madame Pompadour voltou a receber a líquida descarga de um amor cada vez mais insaciável.


Pedrinho Valente operava transações de café e tinha que viajar para Monte Santo. Ia negociar com o coronel Pedro Paulino. Ainda na estrada foi acometido de uma concreta nostalgia que lhe afligia a alma e corroia o coração. Sua cabeça girava ao relembrar do gozo de Ambrosina que vazava daquelas contorções e gritos frenéticos e depois produzia um estado de voluptuosidade que a levava ao nobre penico. Os tímpanos beiravam ao estouro só de lembrar daqueles jatos maravilhosos retinindo na porcelana da Rive Guache. Tomado de inigualável ardor e já incomodado por interminável ereção, tendo até ensaiado mentalmente um majestoso improviso para recitar à amada, deu meia-volta e retornou para casa.


Lá chegando e indo direto ao palco do desejo deu com uma Ambrosina como que literalmente pega em flagrante, deitada sobre a cama acusadoramente desarrumada, ainda com a respiração arfante e pele suada. Sobre o criado-mudo, ainda não guardado, o "santinho" do alcaide Necésio, propaganda de candidato a deputado. Foi um choque. Pedrinho nem precisou perguntar e Ambrosina já foi explicando:


– Meu amor, ele só veio entregar a propaganda. Quer o meu voto, mas acho que não vou dar. Além do mais ele também é dos tais que prometem tudo, mas na hora da onça beber água escondem o líquido.


Para provar sua verdade picou a propaganda em pedacinhos e destampando o vaso cheio mandou o prefeito boiar aos pedaços lá dentro do urinol. Valente caiu em amargura e adoeceu. Sentindo as dores de uma galhada crescente em sua cabeça não resistiu e, em poucos dias, morreu consumido por cruel decepção.


Acometida de profundo remorso, a insaciável desabou doente. Tempos antes de passar do estado líquido para o gasoso e viajar para o além, foi ao cartório e fez o testamento dos seus bens doando-os à paróquia. Cuidou de separar o urinoir de Pompadeour para presentear Eleutéria, sua honorável amiga, esposa de conhecido boticário. Sem saber do que se tratava o casal adotou a linda relíquia como um enfeite e elegeu a mesa de centro da sala para acolhê-la. Em perfeita disponibilidade à visão das inúmeras visitas que por ali passavam, numa tarde foi vista por um caixeiro viajante, vendedor do sal de frutas Eno, que se encantou com a peça e resolveu fazer oferta irrecusável para levar o achado para São Paulo.


Conta-se que, depois de possivelmente ser arrematada em leilão, a porcelana de Sévres foi vista pela última vez numa mansão do Morumbi, agora servindo como sopeira de jantares festivos.

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I bibida prus músicus!

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Dando uma baita força!

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Água faz mal! Ou melhor: - Água faz mal?

Foi comprovado em pesquisa cientifica que se você beber mais de um litro de água por dia, ao final de um ano terá ingerido mais de 1 quilo de coliformes fecais que estão diluídos na água, ou seja, um quilo de bosta!

Já bebendo cerveja, você não corre esse risco, uma vez que coliformes fecais não sobrevivem ao processo de produção da cerveja!

Por isso, comunique a todos os que o cercam e que bebem 1,5 litros de água por dia, numa permanente babaquice aquobostífera, que essa porra faz mal!

Principalmente para aquele seu colega de trabalho que tem uma garrafinha de água em cima da mesa e fica se achando “o saudável”.

Se não quiserem acreditar, danem-se, continuem bebendo MERDA!

Eu, bebedor de cerveja, fiz a minha parte... Avisei! Afinal, amigo é pressas coisas!

Quem tiver consciência chegará à seguinte conclusão:

É muito melhor tomar cerveja e falar MERDA, do que tomar MERDA e não falar porra nenhuma!

I bibida prus músicus porque hoje é caaaaaaaaarnaval!

- Brigado, Walter!

Em Salvador, oito presos fogem de contêineres usados como cela

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Bandnews - Em Salvador, oito presos fugiram, neste sábado, de contêineres usados como celas.

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Vi o vídeo e pensei: péra aí! Vinte contêineres adquiridos por mais de HUM MILHÃO DE REAIS!

Vamos deixar por UM MILHÃO DE REAIS E VINTE CENTAVOS, que é mais do que um milhão de reais, na falta de uma informação mais precisa. Também poderiam ter custado HUM MILHÃO, NOVECENTOS E NOVENTA E NOVE MIL REAIS E NOVENTA E NOVE CENTAVOS, que permaneceria dentro da faixa de mais de um milhão de reais, não é verdade?

Na primeira alternativa, cada contêiner teria custado CINCOENTA MIL REAIS E UM CENTAVO. E dizem que falta cadeia para meliantes! É lógico! Por esse preço! E olhem o luxo de seus interiores! Parece até os daqueles apartamentos da vila olímpica dos últimos jogos panamericanos!

Aí tem alguma coisa estranha... Será possível ou a notícia está incorreta?

Sem maiores fundamentos, vou partir pro princípio de que está incorreta. Afinal, duvidar de quê, neste país onde tudo é transparente, não é verdade?

E depois, pode ser que as chapas das laterais e das coberturas sejam de fibra de carbono ou de titânio, mais duras do que as de Aço Carbono SAE-1010/1020, sendo aquelas mais difíceis de serem arrombadas pelos moradores do conjunto habitacional, não é verdade?

E cacete! Quando eles foram montados, precisaram ser içados! Nessa ocasião, não deixaram de ver que as barras de ferro que sustentavam o piso de madeira estavam espaçados de 30 em 30 cm e não de 15 em 15 cm, como deveriam ser?

Veja o vídeo e peça bibida prus músicus, mas muita bebida mesmo! Afinal, ééééééé caaaarnaval...

Sopinha dos bons futuns

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- Autor desconhecido.

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Assunto: Email da minha amiga Ana

Querida Amiga:

Conforme minha promessa, estou lhe enviando este email contando as novidades da minha primeira semana depois de ser transferida pela firma para o Rio de Janeiro. Terminei hoje de arrumar as coisas no meu novo apartamento. Ficou uma gracinha, mas estou exausta. São dez da noite e já estou pregada.

Segunda-Feira

Cheguei na firma e já adorei. Entrei no elevador quase no mesmo instante que o homem mais lindo desse planeta. Ele é loiro, tem olhos verdes e o corpo musculoso parecendo querer arrebentar o terno.

Liiiiiiindo! Estou apaixonada! Olhei disfarçadamente a hora no meu relógio de pulso e fiz uma promessa de estar parada defronte ao elevador todos os dias a essa mesma hora. Ele desceu no andar da engenharia. Conheci o pessoal do meu setor, todos foram atenciosos comigo. Até o meu chefe foi super delicado. Estou maravilhada com esta cidade. Cheguei em casa e comi comida enlatada. Amanhã vou a um mercado comprar alguma coisa.

Terça-Feira

Amiga! Precisava contar. Sabe aquele homem de quem falei? Ele olhou para mim e sorriu quando entramos no elevador. Fiquei sem ação e baixei a cabeça. Como sou burra!
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Passei o dia no trabalho pensando que preciso fazer um regime. Me olhei no espelho hoje de manhã e estou com uma barriguinha indiscreta. Fui no mercado e só comprei coisinhas leves: biscoitos, verduras, legumes e chás. Resolvido! Estou de dieta!

Quarta-Feira

Acordei com dor-de-cabeça. Acho que foi a folha de alface ou o biscoito do jantar. Preciso manter-me firme na dieta. Quero emagrecer dois quilos até o fim-de-semana.

Ah! O nome dele é Marcelo. Ouvi um amigo dele falando com ele no elevador. E ainda tem mais: ele desmanchou o noivado há dois meses e está sozinho. Consegui sorrir para ele quando entrou no elevador e me cumprimentou. Estou progredindo, né? Como faço para me insinuar sem parecer vulgar?

Comprei um vestido dois números menor que o meu. Será a minha meta!

Quinta-Feira

O Marcelo me cumprimentou ao entrar no elevador. Seu sorriso iluminou tudo! Ele me perguntou se eu era a arquiteta que viera transferida de Brasília e eu só fiz: "- Hum-hum!". Ele me perguntou se eu estava gostando do Rio e eu disse: "- Hum-hum!". Aí ele perguntou se eu já havia estado antes aqui e eu disse: "- Hum-hum!". Então ele perguntou se eu só sabia falar "- Hum-hum!" e eu respondi: "- Hã-hã!".

Será que fui muito evasiva? Será que eu deveria ter falado um pouco mais?

Ai, amiga! Estou tão apaixonada! Estou resolvida! Amanhã vou perguntar se ele não gostaria de me mostrar o Rio de Janeiro no final de semana.

Quanto ao resto, bem...ando com muita enxaqueca. Acho que vou quebrar meu regime hoje. Estou fazendo uma sopa de legumes. Espero que não me engorde demais.

Sexta-Feira

Amiga! Estou arruinada! Ontem à noite não resisti e me empanturrei. Coloquei bastante batata-doce na sopa, além de couve, repolho e beterraba. Menina! Saí de casa me sentindo como um caminhão de lixo. Como eu peidava! (Nossa! Você não imagina a minha vergonha de contar isso, mas se eu não desabafar, vou me jogar pela janela!).

No metrô, durante o trajeto para o trabalho, bastava um solavanco para eu soltar um futum que nem eu mesma suportava. Teve um momento em que alguém dentro do trem gritou: "- Aí, gente fina! Peidar até pode, mas jogar merda em pó dentro do vagão é muita sacanagem!". Uma senhora gorda foi responsabilizada. Todo mundo olhava pra ela, tadinha. Ela ficou vermelha, ficou amarela, e eu aproveitava cada mudança de cor para soltar outro. O meu maior medo era prender e sair um barulhento. Eu estava morta de vergonha.

Desci na estação e parei atrás de uma moça com um bebê no colo, enquanto aguardava minha vez de sair pela roleta. Aproveitei e soltei mais um. O senhor que estava na frente da mulher com o bebê virou-se para ela e disse: "- Dona! É melhor a senhora jogar esse bebê fora porque ele está estragado!".

Na entrada do prédio onde trabalho tem uma senhora que vende bolinhos, café, queijo, essas coisas de camelô. Pois eu ia passando e um freguês começou a cheirar um pastel, justo na hora em que o futum se espalhou. O sujeito jogou o pastel no lixo e reclamou:"- Pô, Dona Maria! Esse pastel tá bichado!".

Entrei no prédio resolvida a subir os dezesseis degraus pela escada. Meu azar foi que o Marcelo ficou segurando a porta, esperando que eu entrasse. Como não me decidia, ele me puxou pelo braço e apertou o botão do meu andar. Já no terceiro andar ficamos sozinhos. Cheguei a me sentir aliviada, pois assim a viagem terminaria mais rápido.

Pensei rápido demais. O elevador deu um solavanco e as luzes se apagaram. Quase instantaneamente a iluminação de emergência acendeu. Marcelo sorriu (Ai, meu Deus! Aquele sorriso...) e disse que era a bruxa da sexta-feira. Era assim mesmo, logo a luz voltaria, não precisava me preocupar... Mal sabia ele que eu estava mesmo preocupada.

Amiga, juro que tentei prender. Mas antes que saísse com estrondo, deixei escapar, devagarinho, apertando meu fiofó o máximo possível. Abaixei e fiquei respirando rápido, tentando aspirar o máximo possível, como se estivesse me sentindo mal, com falta de ar. Já se imaginou numa situação dessas? Peidar e ficar tentando aspirar o peido para que o homem mais lindo do mundo não perceba que você peidou?

Ele ficou muito preocupado comigo e, se percebeu o mau cheiro, não o demonstrou.

Quando achei que a catinga havia passado, voltei a respirar normal. Disse para ele que eu era claustrófoba. Mal ele me ajudou a levantar, eu não consegui prender o segundo, que saiu ainda pior que o anterior.

O coitado dessa vez ficou meio azulado, mas ainda não disse nada. Abaixei novamente e fiquei respirando rápido de novo, como uma mulher em estado de parto. Dessa vez Marcelo ficou afastado, no canto mais distante de mim no elevador, na diagonal. Na ânsia de disfarçar, fiquei olhando para a sola dos meus sapatos, como se estivesse buscando a origem daquele fedor horroroso.

Ele ficou lá, no canto, impávido. Nem bem o cheiro se esvaiu e veio outro. Ele se desesperou e começou a apertar a campainha de emergência. Coitado! Ele esmurrou a porta, gritou, esperneou, e eu lá, na respiração cachorrinho. Quando a catinga dissipou, ele se acalmou.

As lágrimas começaram a escorrer pelos meus olhos. Ele me viu chorando, enxugou meus olhos e disse: "- Meus olhos também estão ardendo.". Eu juro que pensei que ele fosse dizer algo bonito. Aquilo me magoou profundamente. Pensei: "- Ah, é, fdp? Então acabou a respiração cachorrinho..."

Depois disso, no primeiro ele cobriu o rosto com o paletó. No segundo, enrolou a cabeça. No terceiro, prendeu a respiração, no quarto, ele ficou roxo. No quinto, me sacudiu pelos braços e berrou: "- Mulher! Pára de se cagar!". Depois disso ele só chorava. Chorou como um bebê até sermos resgatados, quatro horas depois... uns quarenta futuns depois.

Entrei no escritório e pedi minha transferência para outro lugar, de preferência para outro país.

Apague este e-mail depois de o ler, tá?

Sua amiga, Ana.

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I bibida prus músicus!

Brigado, Luis Vicente!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Fala a verdade sobre o BBB-8, fala!

Você jurou que não ia ver um segundo do BBB-8, lembra-se? Falou um monte de coisas ruins sobre ele! Pode confessar, desembucha, ôh meu!

Eu também falei. E daí? Todos podemos falar! Só que eu não vi até agora um segundo desse programa nojento.

Agora, você? Vamos, confessa! Já pegaram você dizendo na fila do supermercado que o Marcelo é gay! De onde você tirou essa informação se não compra jornal nem passa em bancas para ler pelo menos as manchetes?
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Aháááá! Viu na Ana Maria Braga, né? Não? Então foi na Gazeta, naquele programa da Cátia Fonseca, numa das intervenções da Mamma Brusquetta! Só pode ser!

E quem é o infeliz que vai pro paredão? Será um homem, um gay ou uma mulher? Que não sabe o quê? E quando será o paredão? Qual é o seu palpite? Vamos! Fala, nazarento!

I bibida prus músicus!

Cinema Nordestino

Imagina se ao invés de Hollywood, os filmes fossem feitos no nordeste. Vigi! Daté pra imaginar como se chamariam. Sofreriam algumas modificações nos nomes como, por exemplo:

Uma Linda Mulher - A Cabrita Aprumada

O Poderoso Chefão - O Coroné Arretado

O Exorcista - Arreda Capeta!

Os Sete Samurais - Os Jagunço di Zóio Rasgado

Godzila - O Calangão

Os Brutos Também Amam - Os Vaquero Baitola

Sansão e Dalila - O Cabiludo e a Quenga

Perfume de Mulher - Cherim di Cabocla

Tora, Tora, Tora! - Oxente, Oxente, Oxente!

Mamãe faz cem anos - Mainha num Morre Mais!

Guerra nas Estrelas - Arranca-rabo nu Céu

Um Peixe Chamado Wanda - O Lambarí cum nomi di Muié

Noviça Rebelde - Beata Increnquera

O Corcunda de Notre Dame - O Monstrim da Igreja Grandi

O Fim dos Dias - Nóis Tamo é Lascado

Um Cidadão Acima de Qualquer Suspeita - Um Cabra Pai-duma-égua di Quem Ninguém Discunfia

Os Filhos do Silêncio - Os Minino du Mudim

A Pantera Cor-de-rosa - A Onça Viada

I bibida prus músicus!

Fonte: Estadão

Você acha que não conhece a língua inglesa...

É porque você simplesmente ainda não se deu conta. Senão, vejamos:

FRENCH = Dianteira: - Sai da FRENCH, por favor!

HAND: Entregar, dar por vencido: - Você se HAND?

YEAR: Deixar partir: - Ela teve que YEAR.

VASE: Momento de jogada: - Agora é a minha VASE!

CREAM: Roubar, matar, etc.: - Ele cometeu um CREAM...

DATE: Mandar alguém deitar: - DATE aí!

DAY: Conceder: - Eu DAY um presente para ela.

PAINT: Objeto: - Me empresta o seu PAINT?

FAIL: Oposto de bonito: - Ele e FAIL!

RIVER: Pior que FAIL: - Ele é O RIVER!

EYE: Interjeição de dor: - EYE que dor de cabeça!

TO SEE: Onomatopéia que representa tosse: - Acho que vou TO SEE!

CAN“T: Oposto de frio: - O carro esta CAN“T!

MORNING: Nem CAN“T, nem frio: - O carro esta MORNING!

FEEL: Barbante: - Me da um pedaço desse FEEL para eu amarrar aqui!

MICKEY: Afirmativo de queimadura: - MICKEY may!

TOO MUCH: Legume: - Quero uma salada de TOO MUCH!

HAIR: Marcha de carro: - Ele engatou a HAIR!

MISTER: Sanduíche: - Eu quero um MISTER can´t!

I bibida prus músicus!

Fonte: Estadão

O trem partiu...

Uma mulher estava esperando o trem na estação ferroviária de Mário Carvalho - MG, quando sentiu uma vontade de ir urgentemente ao banheiro. Foi...

Quando voltou, o trem já tinha partido. Ela começou a chorar.

Nesse momento, chegou um mineiro, compadeceu-se dela e perguntou:

- Purcaus diquê qui a sinhora tá chorano?

- É que eu fui urinar e o trem partiu...

- Uai, dona! Por caus dissu num precisa chorá não .. Tenho certeza bissoluta qui a sinhora já nasceu com esse trem partido...

I bibida prus músicus!

Fonte: Estadão

sábado, 12 de janeiro de 2008

16.08.2002, 6ª-feira - Folhinha do Sagrado Coração de Jesus


Crica nas imagim prumodiampriá elas.
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- Do arquivo secreto da minha muié.
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I bibida prus músicus!
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I glóóóóória, glóóóóória, aleluuuuuuia!
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I viva Jisuuuuuis!
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I viva u Padri Marceeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeelu!
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Update: Publicado no SITE OFICIAL DE RESENDE. Confirma!

Bunda-lelê nos aeroportos argentinos

Ôh, paizinho compricadu!

Basta uma grevinha em apenas uma companhia aérea e tudo vôa pelos ares. Onjaseviu isso, sô?

Acho que ia me dar uma vontade desgraçada nos dias vindouros de passar alguns dias por lá, pra pegar aquele solzinho afrescalhado do verão daquelas bandas e botar um bronzeado cor de rosa.... Mas dianssim? Ah! Num dá, não!

I bibida prus músicus!
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Update: Publicado no SITE OFICIAL DE RESENDE. Confirma!

ALDEIA GLOBAL IX - Voyerismo e promiscuidade: retratos de pobreza cultural

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Título e texto de Célia Borges*
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Quando tudo já parece mais ou menos ruim, sempre surge alguma coisa pra piorar. Não me levem à mal, sou uma otimista nata. E ainda que pareça o contrário, sou adepta da diplomacia e das soluções negociadas. Só que há muitas coisas que estão além dessa possibilidade, e no caso, ao que refiro é esse tenebroso programa televisivo chamado Big Brother Brasil. Enquanto a gente procura um fio de esperança pra nossa educação e cultura, eis que nos invade de todos os lados esse péssimo exemplo de “voyerismo” e promiscui-dade, esse programinha ridículo, que apesar disso e infelizmente, consome alguns milhões de reais de uma população já culturalmente tão pobre, num desfile dos piores exemplos de comportamento humano. Eu, pessoalmente, não perco um segundo da minha vida vendo esse lixo. Mas a força do consumismo e dos interesses desumanamente “eco-nômicos”, não dá pra evitar que tudo o que acontece na tal da casa, invada a nossa privacidade com informações sobre o assunto, que nos são impostas de todos os lados. Abro o jornal e está lá o tal do BBB. Ligo a TV distraidamente, e lá está a coisa de novo. Meu provedor é Globo.com, e quando entro da internet, a primeira coisa que encontro é um monte de bobagens sobre aquele bando de “fulaninhas” e “sicraninhos” que, não tendo outra oportunidade de se destacar, sacrificam suas vidas no altar do exibicionismo. Que eles façam isso, tudo bem, é problema deles. Que cada um faça da sua vida o que quiser. Mas não consigo ficar imune ao constrangimento que me causa ver tantas pessoas com quem convivo e admiro, perdendo tempo em discussões sobre quem é o tal que vai pro paredão, quem deve ou não ser eliminado, e até gastando seus limitados recursos pra votar nesse ou naquele com quem simpatiza ou antipatiza, sem se dar conta de que tudo o que acontece ali é mera encenação, porque não acredito que alguém consiga ser autêntico diante dessa falta de privacidade. Se fossem somados os recursos gastos por uma pessoa, em telefonemas durante os meses do tal programa, com certeza daria pra comprar pelo menos um livro. Pra ir duas vezes ao cinema. Uma vez e meia ao teatro. Sei lá...tem tanta coisa melhor pra fazer do que ficar vendo jovens bonitos e sarados, se esfregando, brigando, “fofocando”, traindo, chantageando, e na minha modesta opinião, literalmente se prostituindo, em busca de uma solução fácil pra “se dar bem na vida”. Enquanto um bando de medíocres ganha horas e horas de fama e de atenção, há toda uma multidão de gente valorosa, estudiosa, batalhadora, que vive literalmente à mingua de um mínimo de ajuda pra realizar ideais muito mais altos. Quantos atletas nossos ganham medalhas, chegando ao pódio sem esperança de patrocínio para os seus esforços. Quantos estudiosos e jovens cientistas têm que trabalhar à noite ou em subempregos para sustentar suas pesquisas. Quantos pesquisadores das mais variadas áreas de atuação, relevantes para o nosso desenvolvimento tecnológico, lutam pra desenvolver as teses nas quais acreditam, e sem um mínimo de recursos. Quantos artistas isolados, quantos talentos desperdiçados e perdidos... Não vou culpar aqui essa turminha de jovens sarados que precisa se exibir pra ser dar bem, como disse antes, mas é lamentável que empresas que mobilizam tantos recursos que poderiam ser melhor aplicados, só se preocupem no faturamento fácil, no enriquecimento imediato, na briga por maior audiência à qualquer custo. O importante é a quantidade, não a qualidade. Importantes são os índices que garantem o preço alto da publicidade, e não os bons exemplos pra toda uma juventude carente de bons projetos e ideais. Como cantou o saudoso Cazuza, “transformem o país inteiro num puteiro, porque assim se ganha mais dinheiro”... Quem quiser ligar a TV pra assistir a esse espetáculo de promiscuidade, que se divirta, se é que isso é possível. Ainda fico perplexa de lembrar que foram os holandeses, povo tão civilizado e desenvolvido, berço de alguns dos maiores artistas da história da humanidade, quem inventou esse descalabro. Mas lá o tal programinha sempre teve audiência pífia. Nada que se compare nem chegue perto do sucesso que alcança a cópia brasileira. Também não se compara ao baixo nível que alcançou aqui. Essa coisa de gostar de bisbilhotar a vida alheia é coisa de gente sem auto-estima, que não tem mais o que fazer. Quem tem “vida própria” com certeza vai preferir partilhar a sua alegria de viver com quem está próximo de si, com quem merece sua atenção, sua família, a pessoa a quem ama. Mesmo os solitários, vão encontrar por aí coisa muito mais interessante pra ver, do que a falsa vida íntima de gente que não se respeita. Eu, pessoalmente, fiz o meu protesto na forma de cancelar a minha assinatura de O Globo, que mantinha há mais de 30 anos. Não vejo BBB, na hora desse programa prefiro ler um livro, ou em último caso, ver outro programa de TV. Vou resistir à essa onda de “voyerismo”, torcendo pra que qualquer dia nossos poderosos meios de comunicação acordem, e dêem oportunidade a quem merece.
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* Célia Borges é jornalista e uma das editoras do Site Oficial de Resende.
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Alguns porquês da publicação desta cronica no meu post:
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- Porque concordo com tudo o que está escrito nela...
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-Porque não tenho capacidade intelectual de me expressar com palavras toda a minha indignidade pelo fato nela analisado... E eu gostaria imensamente de fazê-lo.

- Porque o blog é meu e sou contumaz copiador dos textos dos outros...
o
- Porque a sua publicação por terceiros está autorizada no site em que ela foi publicado...
o
- Porque resolvi embelezar o meu blog com ela, para que meus correspondentes de todo o Brasil e do exterior (Eita, ferro!), que pensam igual à sua autora e a mim, não morram sem antes terem tomado conhecimento delas (crônica e autora) .
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I bibida prus músicus!

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Ânimo, meu amigo!

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Não importa quão dura seja a realidade da sua vida. Não importa quão longa e traiçoeira sua jornada por ela possa lhe parecer. Não dê bolas pras doenças que o acometem atualmente, pras dívidas do cheque especial e do cartão de crédito. Se você morrer, as doenças se acabam e as dívidas vão pro cachaprego! Esqueça que sua cara-metade se mandou com um novo amor, levou seu fusquinha e o dinheiro dos últimos oito meses do aluguel. E na saída, por pouco não quebrou a porta que já estava pendurada por apenas uma dobradiça. Tampouco precisava sair berrando igual a uma vaca: -"Seu babaca! Seu trouxa! Zé Mané". Aqueles três mil paus do 13º que você emprestou pra sua tia também largada do marido e viciada no bingo? Esquece! Da mesma forma que você se esqueceu daqueles outros dois mil que o seu cunhado precisou pra comprar um jogo de quarto novo pra amante dele e que também o deixou um mês depois, levando tudo, até a geladeira e o fogão que você deu de presente, com a mais nobre das intenções, de coração. Você até chorou na ocasião, lá no boteco! Lembra disso também? Você sabe que vai ser muito duro se recompor disso tudo, curar esses traumas, talvez seja até mesmo impossível. Mas, sabe como é: certas pessoas têm que se f... ops, se ferrar, mesmo! Nunca se esqueça da grande verdade contida no provérbio popular que diz que desgraça pouca é bobagem! Já pensou se um boing caísse em cima de você no momento em que estivesse sentado sobre o vaso sanitário, matutando se o Resende FC será o campeão do Grupo B do Campeonato de Futebol do Estado do Rio de Janeiro de 2008, enquanto aquela desinteria que já durava três dias não saísse toda de suas tripas? E ainda por cima, tendo você o seu amado orifício por onde saem os seus gases intestinais parecendo uma couve-flor? Viu como a coisa pode se tornar extremamente simples? É ou não é? Então, ânimo, ôh meu!

Para melhorar de fato a sua vida, comece com uma firme determinação: "- EU JURO QUE NÃO VOU VER UM SEGUNDO DO BBB-8 NEM OS COMENTÁRIOS SOBRE ELE QUE A ANA MARIA BRAGA E O LOURO JOSÉ DIVULGAM QUE NEM UM BANDO DE PAPAGAIOS NO OUTRO DIA !

Lembre-se: há sempre uma luz no fim do túnel e alguém ama você. Só precisa descobrir quem!

I bibida prus músicus!


- Brigado, querida sobrinha Milena! Mande-nos mais coisas daí ! Lembranças à Hillary!

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Mulher, sempre mulher!

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Serve prá tudo! Duvido que alguém conheça novas aplicações desse bicho maravilhoso!
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I bibida prus músicus!

- Brigado, querido sobrinho Rafael!

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quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Tá pensano qui nóis é besta?


Sóco, Antóin! Sartei fora!

I bibida prus músicus!
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domingo, 6 de janeiro de 2008

Guerra ao fumo

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Só estava faltando essa: Alemanha e França proíbem que se fume em locais públicos. Restaurantes e botequins incluídos.

Já pensou? Tomar uma cachaça, melhor dizendo, tomar um conhaque na França ou um steinhägger na Alemanha, naquele botequim que o cara freqüenta há mais de 40 anos e, seguindo o sagrado e universal ritual, dar umas baforadas gostosas e inebriantes, só que, agora, NA RUA?

E ser obrigado a ficar por alguns minutos fora do boteco, próximo à sua porta, cuja calçada é desprovida de marquise, debaixo de neve ou de chuva, ou de um sol de rachar, sem guarda-chuva, sem capa, sem chapéu, sem touca, até sem jornal, sem guaritas de ônibus, sem buracos de metrô, enfim, completamente a descoberto, como se tivesse sido expulso do local onde bebe as suas manguaças, tal qual um leproso ou um lobo mau que não pode ficar dentro do galinheiro?

E ficar no mais completo e sinistro constrangimento pelo simples fato de estar somente a fumar, somente por gostar disso?

Pois não é isso o que se passa nesses minutos terríveis e inesquecíveis com e para o pobre e desamparado incendiário de cigarros que, ao se colocar como mostruário e símbolo do capeta e ficar passiva e humilhantemente perto da sarjeta da rua, como se estivesse jogado nela, como se ali fosse o seu lugar, exposto e sem meios de defesa, sob o crivo impiedoso e cruel dos olhos de todos os passantes que, sem nenhuma exclusão, não deixam de matutar sobre a cena em pensamentos que reforçam seus olhares acusatórios e discriminatórios, e, ainda, seguramente, ruminando: “- Bem feito, babaca! Tem que se f..., melhor dizendo, tem que se ferrar!”?

E o diabo e que essas decisões são resolvidas nas caladas das noites, nos esconderijos que eles denominam de gabinetes, e são totalmente contra os direitos humanos – podemos dizer assim porque está na moda, dá IBOPE, alguém resolve fundar uma ONG... - de uma minoria pacífica, trabalhadora e ordeira de parcelas consideráveis de povos de todo o mundo.

E isso ainda é pouco!

No Japão, além dessa proibição, É PROIBIDO FUMAR NAS RUAS! Se o infeliz é um amante inveterado daquele inocente e pacífico cigarrinho de filtro branco ou amarelo da sua marca preferida, depois de tomar as suas talagadas de saquê no seu amado boteco e ficar com a garganta arranhando, tem que sair pra rua e procurar um fumódromo público nela, que fica, na média aritmética, A UNS 1,5 KM UM DO OUTRO!

Nós, fumantes, devemos nos unir num ambiente enfumaçado - Cof! Cof! - pelos cigarros que fumamos e tomar uma decisão seriíssima: cortar de nossos roteiros de viagens o Japão, a França e a Alemanha! Ou derrubam essa lei contra os fumantes ou... não sei, não! Pode ser até que comecem a aparecer os fumantes-bomba por aí!
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Antes de terminar, devo dizer que tenho absoluta convicção (detesto a forma "tenho certeza!". Me lembra o Faustão dizendo a cada seis palavras "-Com certeza!") de que este texto, que é mais uma forma de gozação do que propriamente de protesto, mais um tiro no próprio pé do que uma discordância descabida contra tais decisões, será bem recebido pela maioria dos fumantes que dele tiverem conhecimento e que, como eu, sabem que elas são pertinentes e tendem a ser tornar universais e irreversíveis ou, como nos decretos, irrevogáveis.
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A cada dia que passa, a nossa situação fica visivelmente pior e isso nenhum desgraçado de fumante pode negar. Em várias ocasiões, em festas ou outras paradas, notei e continuo notando que apenas eu, no meio de TODOS os presentes, era e sou o único babaca com o pito na boca.
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-Fico constrangido?
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- Sim!
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- Por culpa dos presentes?
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- Não! Eles fingem que nem me olham, o que faz com que eu me sinta completamente desprezado e repudiado, FORA DO CONTEXTO, o que é tão ou pior do que ficar constrangido!
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I bibida prus músicus!
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sábado, 5 de janeiro de 2008

Passagem de Ano em Bocaina de Minas

Dito e feito! Como avisei aqui às 10:11 do dia 31 pp, fomos, o Zé Mané aqui e sua esposa Luísa Maria, meu filho Gustavo e sua esposa Helena e a nossa netinha Maria Eduarda, à tarde desse mesmo dia, em busca de tranqüilidade na Pousada Moinho d'Água, a 45 km de Resende e a uns seis quilômetros antes de Bocaina de Minas/MG (ca. 5000 habitantes), alíííííí, do outro lado do Rio Preto, onde deixamos o velho 2007 e encaramos o novo 2008, equipado com freios ABS, air bags e conditioned air pra todo mundo - porque a coisa promete ser quente

Local e instalações excelentes. Como se não bastasse, esta situado a 1.360 metros de altitude, a mesma que encontramos quando dobramos o ponto mais alto da estrada que cruza a Serra da Mantiqueira, pertinho do Cume da Galinha, daqui da cidade sendo visto à direita do Pico das Agulhas Negras, de onde avistamos insatisfatóriamente algum contorno dos prédios de Resende e onde já estamos deslumbrados com toda a beleza dessa região que é parte do Parque Nacional de Itatiaia, o 1º criado no Brasil. Um clima agradavelmente fresco e gostoso de montanhas cheias de araucárias e muitas, felizmente ainda muitas florestas remanescentes da Mata Atlântica.

Tive uma grande surpresa ao viajar para lá, numa viagem que realizamos em uma hora e quinze minutos, pois, saindo de Resende e indo em direção a Vargem Grande, lugarejo intermediário na viagem, pela RJ-161, não saímos do asfalto por uns 20 km até chegarmos a Pedra Selada, o primeiro dos lugarejos intermediários da viagem. Pasmei pela qualidade da sua banda de rodagem, lisa que nem bunda de criança. Acostamentos suficientes e seguros, sinalização fora de série, m-e-s-m-o, quase todo esse trecho na mesma altitude (uns 400 m) e apenas com uma ou outra curvinha safada que obriga a que o motorista redobre a sua atenção.

A partir daí, mais uns 25 km de terra batida, sendo metade a continuação da RJ-161 e que chega até a Ponte da Divisa, sobre o Rio Preto, marcador natural que separa o Estado de Minas Gerais do Estado do Rio de Janeiro, num estado de conservação que não deve condizer com a reputação dos responsáveis pela mesma. Prosseguindo na outra metade de estrada de terra batida, já no Estado de Minas, admiravelmente bem conservado, que sobe e desce, torce e retorce, proporcionando vistas maravilhosas de um ribeirão que será um dos formadores do Rio Grande e que vai se juntando a outros rios até formar o Rio da Prata.

Não conhecia essa estrada com o asfalto cobrindo parte dela, o que denota o crescimento assustador por que passa a minha região que, assim, de sopetão em sopetão, vai consolidando a sua vocação de graaaaaaaaaande importâââââââância no cenário nacional. A viagem, por toda a sua extensão, até Bocaina de Minas, nos brinda com vistas maravilhosas de serras, picos e vales, com suas plantações de cana-de-açúcar e café, dominantes, e a forte criação de gado leiteiro, sempre que a geografia permita essas atividades. Apresenta ainda, aqui e ali, pousadas e hotéis–fazendas, vários balneários às margens do Rio Preto, sendo o mais importante pela presença de visitantes o que fica no entorno da Ponte dos Arcos, a uns cinco quilômetros de Resende. Asfalto, portanto, até lá! De passagem, onde termina o asfalto, atravessamos Pedra Selada, ainda no Município de Resende, por uma de suas ruas quase central. É um lugarejo aconchegante, sossegado, com sua pracinha central, a igreja, uma meia-dúzia de mansões coloniais e algumas dezenas de casinhas, também a maior parte no mesmo estilo de construção, alguns botequins e vendas com alguns circunstantes encostados nos batentes das suas portas, vendo o ir e vir de carros de turistas, de moradores da região ou dos caminhões leiteiros, ou simplesmente trocando conversas com conhecidos.

Muito que bem! A Pousada Moinho d’Água é comandada pela dona Maria Dalva Maciel Diniz, moradora normalmente de Resende mas que vira e mexe tem que estar presente no seu negócio. Em épocas de muito movimento ela é auxiliada por parte das famílias de seus dez filhos, um amontoado de gente simpática e laboriosa, portadoras de um sorriso mineiro permanente em seus rostos.

Pelo site, toma-se conhecimento das atrações do lugar. Apesar de antigo, o site não está devidamente atualizado, existindo agora, além daquelas descritas e mostradas nele, a chachoeira construída pelos proprietários, mostrada em fotos abaixo, dois lagos para pescaria pesque-e-pague, piscinas com água natural corrente, um lago com muitas carpas e tilápias, cavalos “puro-sangue” para cavalgadas, salão de jogos (sinuca oficial, pebolim e ping-pong, fora mesas para baralho espalhadas em tudo quanto é lugar). As fotos do site não representam a realidade atual, onde as imagens nele inseridas mostram quando suas árvores eram recém-plantadas, pequenas, portanto. Hoje elas estão crescidas e majestosas, propocionando sombras generosas e embelezando a paisagem de verdes e amarelos, tal como uma pintura de Van Gogh, vistos pela sua ótica de artista.

Houve uma ceia na virado do ano, bem mineira e bem farta. Antes, ouve uma queima de fogos que durou mais de meia hora, bem maior do que a dos quinze minutos da de Copacabana. Explicando: cada foguete ou rojão tinha um atendimento personalizado. Era acendido, o incendiário corria pra bem longe dele, se escondia atrás de uma moita, tapava os ouvidos, esperava o bicho explodir e depois voltava para tacar fogo em outro. Mas foi bonito, principalmente aquele que fez uma chuva de fogos numa única cor azul-royal sob um céu que parecia mais estrelado do que nunca.

Não me aventurei em caminhadas pelas trilhas que levam às seis cachoeiras existentes no terreno da pousada. Entretanto, subi e desci uma vinte vezes a escada com os seus 81 (isso mesmo, oitenta e um) degraus que liga, num único lance, sem nenhum patamar para quebrar o galho, os chalés à área do restaurante, piscinas, salão de jogos, sauna e outros atrativos. Uma escada suave, que se sobe numa batida só e que no final não causa canseira digna de desmoronamento do seu subidor, mesmo para eu que estou completamente fora de forma, e isso tem uma razão técnica, se bem me lembro: seus degraus têm um avanço de uns 50 cm e espelho de uns 15-18 cm de altura, denominando-se, diria, uma escada corretamente construída.

Passamos lá apenas uma noite, retornarndo à nossa cidade no dia seguinte, antes do anoitecer. Meu filho teria que labutar no dia seguinte...

Então, ficamos assim! Nas fotos abaixo, não exatamente na ordem de apresentação, minha mulher Luísa Maria, meu filho Gustavo e sua esposa Helena, minha netinha Maria Eduarda. O Zé Mané aqui resolveu colocar a sua foto lá em cima da coluna da direita porque o babaca achou que ela ficou liiiiiiiinda. Pode ser que eu não obtenha unanimidade nesse meu achamento, mas... A última foto é uma tomada do ponto mais alto da estrada, na volta para Resende, chamado de “Curva do M”, a 1360 m de altitude, conforme dito anteriormente, de onde quase não se vê (Mas que bobagem, Norival!), ao fundo, alguma coisa da cidade de Resende e, bem mais longe, mas muito mais longe mesmo, os cucurucos da Serra do Mar. Além deles, descendo a serra, chega-se a Angra dos Reis, a Parati e ao Oceano Atlântico. Corre solto um boato de que a Votorantim anda pressionando o estado e os municípios interessados para que se construa uma rodovia para ligar Resende ao porto de Angra. O que um dia já se disse sobre a Nuclebrás que, por motivos de segurança, daria também prioridade a essa rodovia para o transporte dos elementos radioativos fabricados em Nhamgapi, distrito de Resende, destinados às usinas nucleares de lá. De outro ponto de vista, não lá do alto da serra, mas de conjectura, se se tem um barco e se se desejar chegar à África, basta remar e seguir em linha reta. Legal, né?
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I bibida prus músicus!

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Feliz 2008! Mude o Mundo! Você pode!

ooEste é apenas um dos dez cartões que o site Mude o Mundo coloca á nossa disposição para serem reproduzidos em blogs ou em outros sites. Temos que ficar atentos com o meio ambiente e a nossa solitária contribuição para a permanência da vida no nosso querido planeta é fundamental.
ooComo bem disse Madre Tereza de Calcutá, uma gota de água é algo insignificante, mas sem ela não existiriam os oceanos.
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Clique na imagem para ampliá-la.
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Entre no site, veja os outros cartões e aproveite para dar uma proveitosa navegada nele!
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I bibida prus músicus!
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- Obrigado, Rafinha, meu querido sobrinho, pela excelente dica!

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Pensaram o quê com a queda da CPMF?

Quá, quá, quá, quá, quááááááááá!
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Acreditaram que não haveria compensação pras gastanças del gobierno? Como se fosse uma retaliação, os homi já estavam todos armados pra desembestar aumentos em outros impostos, coisa mui fácil para eles. Para aumentar impostos, como feito com o IOF agora, não precisa de aprovação do Congresso Nacional, pois essa é uma decisão administrativa, como faz o Banco Central com relação às taxas de juros: basta os homi decidirem, escrever um texto do decreto numa folha de papel A-4, mandar o chefe deles tacar o chamegão na linha marcada com um (x) embaixo do que escrivinharam e fim de papo.
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Quem acreditou que tudo ia ficar como estava antes da CPMF ser criada, seguramente também acredita no Papai Noel, na mula-sem-cabeça, no saci-pererêe e nos etc, e deve ter usado cueca ou calcinha amarelas na virada do ano pra ganhar mais dinheiro em 2008. E quando consulta o Google, deve escrever em pesquisar “- Prezados Senhores: Ficaria eternamente satisfeito se me informassem se aquele pendrive que comprei pela Internet por indicação de Vossas Senhorias tem garantias. Desde já, agradecendo a honrosa atenção dispensada por Vossas Senhorias a este vosso assíduo pesquisador, subscrevo-me atenciosamente, Zé Mané.”

E quem se ferra com o aumento do IOF, como anunciado? – A população mais pobre, classe média incluída, dependentes de crediários (aquele jogo de sofá e o jogo de panelas teflonadas da Casa Bahia), de financiamentos a médio e longo prazos (reforma ou compra da casa própria, troca daquele carro velho de 1999 por outro carrão de 2001, construção daquela humilde saunazinha lá nos fundos do quintal), pagadores de cartões de crédito em prestações, useiros e abuseiros do cheque especial. Aos ricos, a notícia, melhor dizendo, as conseqüencias passam ao largo e eles querem mais é que eles próprios fiquem mais ou permaneçam, pelo menos, ricos. Afinal, eles podem comprar a vista!
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Mas, depois da lenga-lenga da rasteira dada na CPMF pelo Congresso Nacional, vem outra aí, que já está no ar e que vai disputar audiência com o BBB-8 do coitado do Pedro Bial: o corte nos gastos públicos pela extinção de aumentos do funcionalismo, também para compensar o enterro da CPMF.
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Essa foi e é uma varada n'água nesse fuzuê todo, é como a colherada de sal que estraga a feijoada dos pupilos daquela classe privilegiada, ou como o tiro no pé dos próprios meliantes que bolaram e aprovaram tal decreto. Os juizes federais já puxaram a procissão dos insatisfeitos e estão, seguramente, aguardando a chegada de novos devotos, também todos cumpanhêros, para entoarem o hino dos injustiçados. Como não poderá estar fora da moda, será no estilo Funk ou outro tipo de bosta semelhante. Afinal, em 2008 temos eleições!

I bibida prus músicus!

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Sem tempo para blogar

DESENHANDO PROJETO MINHA SAUNA NO EXCEL PT EH FODA DESENHAR COM ELE PT EXCLAM NÃO SEI FAZER NO AUTOCAD NEM NO 3D-HOME ARCHITECT PT SEM PREVISAO DATA TERMINO PT ABS VG NORIVAL PT VOLTO AMANHA SEM FALTA PT BIBIDA MUSICUS PT EXCLAM

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Uma de cem regrinhas da bela flor do Lácio

A 10ª - “Porque” você foi? Sempre que estiver clara ou implícita a palavra razão, use “por que” separado: Por que (razão) você foi? / Não sei por que (razão) ele faltou. / Explique por que (razão) você se atrasou. “Porque” é usado nas respostas: Ele se atrasou porque o trânsito estava congestionado. Porque sempre fico empepinado com essa regra, vou colocá-la aqui toda vez que me empepinar.

As outras noventa e nove estão aqui, ó!

I bibida prus músicus!